{"id":201141,"date":"2026-03-15T08:07:55","date_gmt":"2026-03-15T11:07:55","guid":{"rendered":"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/?p=201141"},"modified":"2026-03-15T08:07:55","modified_gmt":"2026-03-15T11:07:55","slug":"toracocentese-passo-a-passo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/toracocentese-passo-a-passo\/","title":{"rendered":"Toracocentese passo a passo: t\u00e9cnica segura e indica\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A&nbsp;<strong>toracocentese passo a passo<\/strong>&nbsp;\u00e9 um dos procedimentos mais relevantes para m\u00e9dicos que atuam em emerg\u00eancias, UTIs e pronto-atendimentos. Apesar de ser tecnicamente acess\u00edvel, erros de indica\u00e7\u00e3o, posicionamento e execu\u00e7\u00e3o ainda s\u00e3o frequentes \u2014 e suas consequ\u00eancias podem ser graves.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dominar esse procedimento com precis\u00e3o \u00e9 parte essencial da forma\u00e7\u00e3o de qualquer m\u00e9dico que lida com pacientes cr\u00edticos. M\u00e9dicos que investem em capacita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica real tendem a\u00a0<a href=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/pos-graduacao-medica-vale-a-pena\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">construir carreiras mais s\u00f3lidas e com melhor remunera\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0\u2014 e esse dom\u00ednio come\u00e7a pelos procedimentos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o as indica\u00e7\u00f5es da toracocentese?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A toracocentese est\u00e1 indicada tanto para fins diagn\u00f3sticos quanto terap\u00eauticos. Reconhecer a diferen\u00e7a entre as duas abordagens \u00e9 fundamental para definir a estrat\u00e9gia correta desde o in\u00edcio do atendimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A toracocentese diagn\u00f3stica \u00e9 realizada quando h\u00e1 derrame pleural de etiologia indeterminada. J\u00e1 a terap\u00eautica tem como objetivo aliviar sintomas respirat\u00f3rios causados pelo ac\u00famulo de l\u00edquido ou ar no espa\u00e7o pleural \u2014 sendo esse \u00faltimo cen\u00e1rio o que exige maior agilidade decis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quando a toracocentese est\u00e1 indicada no derrame pleural?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O derrame pleural sintom\u00e1tico \u2014 com dispneia progressiva, dessatura\u00e7\u00e3o ou comprometimento hemodin\u00e2mico \u2014 representa indica\u00e7\u00e3o terap\u00eautica absoluta. Em derrames assintom\u00e1ticos, a decis\u00e3o deve considerar a necessidade diagn\u00f3stica e o risco-benef\u00edcio individual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Derrames unilaterais de in\u00edcio recente, sem diagn\u00f3stico etiol\u00f3gico definido, tamb\u00e9m justificam a pun\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Adiar esse procedimento por falta de preparo t\u00e9cnico \u00e9 um erro comum que posterga diagn\u00f3sticos importantes, como neoplasias e empiemas em est\u00e1gio inicial. O\u00a0<a href=\"https:\/\/portal.cfm.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CFM<\/a>\u00a0refor\u00e7a que a compet\u00eancia t\u00e9cnica \u00e9 responsabilidade \u00e9tica do m\u00e9dico \u2014 e n\u00e3o apenas institucional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o as contraindica\u00e7\u00f5es relativas da toracocentese?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As contraindica\u00e7\u00f5es absolutas s\u00e3o raras. As relativas incluem coagulopatia grave n\u00e3o corrigida, plaquetopenia abaixo de 50.000\/mm\u00b3, uso de anticoagulantes sem revers\u00e3o adequada e pacientes em ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica com PEEP elevada \u2014 neste \u00faltimo caso, o risco de pneumot\u00f3rax hipertensivo \u00e9 consideravelmente maior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A infec\u00e7\u00e3o de pele no local de pun\u00e7\u00e3o \u00e9 uma contraindica\u00e7\u00e3o local relevante e frequentemente subestimada. Identificar o s\u00edtio correto com anteced\u00eancia \u2014 idealmente com aux\u00edlio de ultrassonografia \u2014 reduz esse risco de forma significativa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como realizar a toracocentese passo a passo com seguran\u00e7a?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A execu\u00e7\u00e3o segura da&nbsp;<strong>toracocentese passo a passo<\/strong>&nbsp;depende de preparo sistem\u00e1tico, posicionamento adequado do paciente e dom\u00ednio das etapas t\u00e9cnicas. Improvisar qualquer uma dessas fases aumenta a incid\u00eancia de complica\u00e7\u00f5es evit\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O uso rotineiro de ultrassonografia\u00a0<em>point-of-care<\/em>\u00a0(POCUS) antes e durante o procedimento \u00e9 recomendado pelas principais diretrizes internacionais. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de confirmar o local ideal de pun\u00e7\u00e3o, o USG reduz a taxa de pneumot\u00f3rax iatrog\u00eanico de forma expressiva. Essa habilidade \u00e9 cada vez mais valorizada no\u00a0<a href=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/futuro-da-medicina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">mercado m\u00e9dico atual<\/a>\u00a0\u2014 e diferencia profissionais em ambientes de alta complexidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quais materiais s\u00e3o necess\u00e1rios para a toracocentese?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes de iniciar, organize todos os materiais com anteced\u00eancia. Interrup\u00e7\u00f5es durante o procedimento aumentam o risco de erro e comprometem a assepsia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lista de materiais essenciais:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Luvas est\u00e9reis, avental e campos cir\u00fargicos<\/li>\n\n\n\n<li>Antiss\u00e9ptico (clorexidina alco\u00f3lica ou PVPI)<\/li>\n\n\n\n<li>Seringa de 10 e 20 mL<\/li>\n\n\n\n<li>Agulha 40&#215;12 para anestesia local<\/li>\n\n\n\n<li>Lidoca\u00edna 2% sem vasoconstritor<\/li>\n\n\n\n<li>Cateter ou agulha de pun\u00e7\u00e3o pleural (14G a 16G)<\/li>\n\n\n\n<li>Equipo e frasco coletor est\u00e9ril<\/li>\n\n\n\n<li>Tubos para an\u00e1lise do l\u00edquido pleural (LDH, prote\u00ednas, glicose, celularidade, cultura)<\/li>\n\n\n\n<li>Curativo oclusivo<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como posicionar o paciente para a toracocentese?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O posicionamento correto \u00e9 determinante para o sucesso t\u00e9cnico e a seguran\u00e7a do procedimento. Existem duas posi\u00e7\u00f5es principais, conforme o contexto cl\u00ednico:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Posi\u00e7\u00e3o sentada<\/strong>\u00a0\u2014 paciente com os membros superiores apoiados sobre uma mesa, coluna em leve flex\u00e3o anterior. \u00c9 a posi\u00e7\u00e3o preferencial por ampliar os espa\u00e7os intercostais e facilitar a identifica\u00e7\u00e3o do derrame;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Posi\u00e7\u00e3o em dec\u00fabito lateral<\/strong>\u00a0\u2014 utilizada em pacientes que n\u00e3o conseguem sentar, como sedados ou em ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica. O lado acometido deve ficar para cima.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O local de pun\u00e7\u00e3o padr\u00e3o \u00e9 o espa\u00e7o intercostal entre o 7\u00ba e o 9\u00ba arco costal, na linha axilar posterior ou esc\u00e1pulo-vertebral. A agulha deve ser inserida sempre na borda superior da costela inferior do espa\u00e7o escolhido \u2014 nunca na borda inferior, onde correm o feixe vasculonervoso intercostal (veia, art\u00e9ria e nervo).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o as etapas t\u00e9cnicas da toracocentese passo a passo?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A execu\u00e7\u00e3o sistematizada \u00e9 o que diferencia um procedimento seguro de um potencialmente iatrog\u00eanico. Siga a sequ\u00eancia abaixo:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Confirmar o lado e o local de pun\u00e7\u00e3o com exame cl\u00ednico e\/ou USG<\/li>\n\n\n\n<li>Posicionar o paciente adequadamente<\/li>\n\n\n\n<li>Realizar antissepsia ampla da regi\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Colocar campos est\u00e9reis<\/li>\n\n\n\n<li>Anestesiar a pele e o subcut\u00e2neo com lidoca\u00edna 2%<\/li>\n\n\n\n<li>Avan\u00e7ar a agulha aspirando continuamente at\u00e9 obter l\u00edquido<\/li>\n\n\n\n<li>Anestesiar o peri\u00f3steo da costela e a pleura parietal \u2014 etapa frequentemente negligenciada e respons\u00e1vel por grande parte da dor durante o procedimento<\/li>\n\n\n\n<li>Introduzir o cateter de pun\u00e7\u00e3o com movimentos suaves, sem for\u00e7a excessiva<\/li>\n\n\n\n<li>Conectar o equipo ao frasco coletor e drenar o volume necess\u00e1rio<\/li>\n\n\n\n<li>Coletar amostras para an\u00e1lise laboratorial antes de encerrar<\/li>\n\n\n\n<li>Retirar o cateter ao final da expira\u00e7\u00e3o e ocluir o orif\u00edcio imediatamente<\/li>\n\n\n\n<li>Realizar curativo oclusivo e solicitar radiografia de t\u00f3rax p\u00f3s-procedimento<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/toracocentese-passo-a-passo-2-1024x683.png\" alt=\"toracocentese passo a passo\" class=\"wp-image-201150\" srcset=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/toracocentese-passo-a-passo-2-1024x683.png 1024w, https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/toracocentese-passo-a-passo-2-300x200.png 300w, https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/toracocentese-passo-a-passo-2-768x512.png 768w, https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/toracocentese-passo-a-passo-2.png 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o as complica\u00e7\u00f5es mais comuns da toracocentese?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O conhecimento das complica\u00e7\u00f5es n\u00e3o serve apenas para trat\u00e1-las \u2014 serve para antecip\u00e1-las e preveni-las. O m\u00e9dico que executa a\u00a0<strong>toracocentese passo a passo<\/strong>\u00a0sem esse racioc\u00ednio est\u00e1 tecnicamente incompleto. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim como dominar procedimentos amplia oportunidades,\u00a0<a href=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/curriculo-medico-como-fazer\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">estruturar bem a carreira m\u00e9dica<\/a>\u00a0depende de acumular compet\u00eancias t\u00e9cnicas que poucos profissionais t\u00eam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Principais complica\u00e7\u00f5es e seus fatores de risco:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Pneumot\u00f3rax<\/strong>\u00a0\u2014 a mais frequente; risco aumentado por pun\u00e7\u00e3o sem USG, pacientes em VM e t\u00e9cnica inadequada<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Hemot\u00f3rax<\/strong>\u00a0\u2014 geralmente por les\u00e3o do feixe vasculonervoso; preven\u00edvel com posicionamento correto da agulha<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Edema pulmonar de reexpans\u00e3o<\/strong>\u00a0\u2014 ocorre quando se drena mais de 1.500 mL de uma \u00fanica vez sem pausas ou controle de press\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Infec\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0\u2014 risco reduzido com t\u00e9cnica est\u00e9ril rigorosa<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Les\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os abdominais<\/strong>\u00a0\u2014 rara, mas poss\u00edvel em pun\u00e7\u00f5es abaixo do 9\u00ba espa\u00e7o intercostal<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A drenagem n\u00e3o deve ultrapassar 1.000 a 1.500 mL por sess\u00e3o. Ao surgirem sintomas como tosse persistente, dor tor\u00e1cica ou queda de SpO\u2082 durante a drenagem, o procedimento deve ser interrompido imediatamente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como interpretar o l\u00edquido pleural ap\u00f3s a toracocentese?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise laboratorial do l\u00edquido pleural \u00e9 parte indissoci\u00e1vel da&nbsp;<strong>toracocentese passo a passo<\/strong>&nbsp;com finalidade diagn\u00f3stica. Os crit\u00e9rios de Light permanecem o padr\u00e3o-ouro para diferenciar transudato de exsudato.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O l\u00edquido \u00e9 classificado como exsudato quando pelo menos um dos seguintes crit\u00e9rios \u00e9 atendido: rela\u00e7\u00e3o prote\u00edna pleural\/s\u00e9rica maior que 0,5; rela\u00e7\u00e3o LDH pleural\/s\u00e9rico maior que 0,6; ou LDH pleural maior que dois ter\u00e7os do limite superior da normalidade s\u00e9rica. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">M\u00e9dicos que interpretam esses resultados com autonomia se tornam refer\u00eancia nos servi\u00e7os onde atuam \u2014 e isso impacta diretamente\u00a0<a href=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/medico-pj-ou-clt-qual-regime\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">como se organiza financeiramente como PJ ou CLT<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como diferenciar transudato de exsudato na pr\u00e1tica?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O transudato sugere causas sist\u00eamicas \u2014 insufici\u00eancia card\u00edaca, s\u00edndrome nefr\u00f3tica, cirrose. J\u00e1 o exsudato direciona para processos locais, como pneumonia, tuberculose, neoplasia ou hemot\u00f3rax.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Complementar a an\u00e1lise com glicose, pH, celularidade e cultura amplia o racioc\u00ednio etiol\u00f3gico e orienta a conduta subsequente. Coletar todos os tubos necess\u00e1rios antes de encerrar o procedimento evita uma segunda pun\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria \u2014 um erro simples que compromete a experi\u00eancia do paciente e a credibilidade do m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perguntas frequentes sobre toracocentese passo a passo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A seguir, respondemos as d\u00favidas mais pesquisadas por m\u00e9dicos sobre a&nbsp;<strong>toracocentese passo a passo<\/strong>&nbsp;\u2014 da indica\u00e7\u00e3o \u00e0 execu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O USG \u00e9 obrigat\u00f3rio antes da toracocentese?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio em todos os contextos, mas \u00e9 fortemente recomendado. O uso do USG reduz significativamente a taxa de pneumot\u00f3rax iatrog\u00eanico e melhora a precis\u00e3o na identifica\u00e7\u00e3o do local de pun\u00e7\u00e3o \u2014 especialmente em derrames pequenos ou loculados.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Qual o volume m\u00e1ximo que pode ser drenado em uma toracocentese?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O limite recomendado \u00e9 de 1.000 a 1.500 mL por sess\u00e3o. Volumes acima desse limiar aumentam o risco de edema pulmonar de reexpans\u00e3o, especialmente em derrames cr\u00f4nicos de grande volume com colapso pulmonar prolongado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u00c9 necess\u00e1rio solicitar radiografia de t\u00f3rax ap\u00f3s toda toracocentese?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sim. A radiografia p\u00f3s-procedimento \u00e9 padr\u00e3o de cuidado para identificar pneumot\u00f3rax iatrog\u00eanico, mesmo em pun\u00e7\u00f5es sem intercorr\u00eancias aparentes. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em servi\u00e7os com USG dispon\u00edvel, a avalia\u00e7\u00e3o sonogr\u00e1fica imediata pode complementar ou, em alguns contextos, substituir o Rx. M\u00e9dicos que\u00a0<a href=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/como-montar-consultorio-medico\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">montam consult\u00f3rio pr\u00f3prio<\/a>\u00a0com foco em procedimentos precisam considerar esse suporte de imagem desde o planejamento estrutural.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Toracocentese pode ser feita em paciente em ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pode, mas exige cuidados adicionais. O risco de pneumot\u00f3rax hipertensivo \u00e9 maior nesses pacientes, especialmente com PEEP elevada. O procedimento deve ser realizado com USG, por profissional experiente, e com monitoriza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua durante e ap\u00f3s a pun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quais exames pedir no l\u00edquido pleural coletado?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para investiga\u00e7\u00e3o completa, solicite: prote\u00ednas totais, LDH, glicose, pH (em seringa heparinizada), hemograma diferencial do l\u00edquido, cultura para bact\u00e9rias e fungos, BAAR e ADA (quando tuberculose for suspeita) e citologia onc\u00f3tica. M\u00e9dicos que dominam essa interpreta\u00e7\u00e3o reduzem o tempo at\u00e9 o diagn\u00f3stico definitivo \u2014 uma compet\u00eancia que\u00a0<a href=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/como-sair-de-plantoes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">abre caminhos para sair dos plant\u00f5es<\/a>\u00a0e construir atua\u00e7\u00e3o mais especializada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quer dominar a toracocentese e outros procedimentos cr\u00edticos? O Manual Pr\u00e1tico de Procedimentos M\u00e9dicos tem o que voc\u00ea precisa<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A&nbsp;<strong>toracocentese passo a passo<\/strong>&nbsp;\u00e9 apenas um dos procedimentos que todo m\u00e9dico de emerg\u00eancia precisa executar com seguran\u00e7a e precis\u00e3o. Acesso venoso central, drenagem tor\u00e1cica, pericardiocentese, pun\u00e7\u00e3o arterial, paracentese \u2014 cada um tem uma curva de aprendizado que a faculdade raramente ensina com a profundidade necess\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O\u00a0Manual Pr\u00e1tico de Procedimentos M\u00e9dicos, escrito pelo Dr. Thiago Amorim \u2014 anestesiologista formado pelo Hospital Albert Einstein com mais de 10 anos de experi\u00eancia em pacientes graves \u2014, preenche exatamente esse gap. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com linguagem direta, anota\u00e7\u00f5es pessoais do autor, macetes cl\u00ednicos e casos reais, \u00e9 um guia que voc\u00ea leva para o plant\u00e3o e consulta sempre que precisar. Para quem quer\u00a0<a href=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/imposto-de-renda-para-medicos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">organizar melhor as finan\u00e7as m\u00e9dicas<\/a>\u00a0ao ampliar a atua\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, dominar procedimentos \u00e9 o primeiro passo concreto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o sete cap\u00edtulos t\u00e9cnicos detalhados, tr\u00eas b\u00f4nus exclusivos (<em>cardiovers\u00e3o el\u00e9trica sincronizada<\/em>,\u00a0<em>marcapasso transcut\u00e2neo<\/em>\u00a0e pun\u00e7\u00e3o lombar) e um m\u00e9todo de ensino baseado na pr\u00e1tica real dos maiores hospitais de S\u00e3o Paulo. Garanta seu exemplar f\u00edsico com frete gr\u00e1tis:\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/livros\/manual-pratico-de-procedimentos-medicos\/?&amp;el=blog\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Manual Pr\u00e1tico de Procedimentos M\u00e9dicos \u2014 Instituto CDT<\/a><\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Toracocentese passo a passo: indica\u00e7\u00f5es, t\u00e9cnica segura e erros a evitar. 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