{"id":201693,"date":"2026-04-10T17:01:41","date_gmt":"2026-04-10T20:01:41","guid":{"rendered":"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/?p=201693"},"modified":"2026-04-10T17:01:41","modified_gmt":"2026-04-10T20:01:41","slug":"transtorno-do-espectro-autista-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/transtorno-do-espectro-autista-no-brasil\/","title":{"rendered":"Transtorno do espectro autista no Brasil: dados atualizados para o m\u00e9dico"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O&nbsp;<strong>transtorno do espectro autista<\/strong>&nbsp;\u00e9 uma das condi\u00e7\u00f5es do neurodesenvolvimento mais prevalentes no Brasil \u2014 e uma das que mais acumulam atraso diagn\u00f3stico, subacesso a terapias e invisibilidade cl\u00ednica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Censo Demogr\u00e1fico 2022 do IBGE identificou 2,4 milh\u00f5es de pessoas com TEA no pa\u00eds, representando 1,2% da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses dados, somados ao Mapa Autismo Brasil (MAB) \u2014 primeiro perfil sociodemogr\u00e1fico nacional sobre pessoas autistas, conduzido pelo Instituto Autismos com 23.632 entrevistas em todos os estados \u2014 tra\u00e7am um cen\u00e1rio que todo m\u00e9dico precisa conhecer.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que o Mapa Autismo Brasil revela sobre diagn\u00f3stico de TEA no pa\u00eds?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa ouviu 16.807 respons\u00e1veis por pessoas autistas e 4.604 adultos <a href=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/autismo-infantil-o-papel-do-medico-no-diagnostico-precoce\/\" target=\"_blank\" data-type=\"post\" data-id=\"200954\" rel=\"noreferrer noopener\">autistas<\/a> entre mar\u00e7o e julho de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados mostram que 55,2% dos diagn\u00f3sticos foram realizados na rede particular de sa\u00fade, 23% por planos de sa\u00fade e apenas 20,4% pelo SUS \u2014 mesmo com cerca de 25% da popula\u00e7\u00e3o brasileira tendo acesso a planos de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, a depend\u00eancia do SUS para diagn\u00f3stico \u00e9 proporcionalmente maior, evidenciando desigualdade geogr\u00e1fica expressiva no acesso a especialistas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quem est\u00e1 diagnosticando o TEA no Brasil?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neurologistas e neuropediatras foram respons\u00e1veis pelo diagn\u00f3stico em 67% dos casos. Psiquiatras responderam por 22,9%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse dado tem implica\u00e7\u00e3o direta para a pr\u00e1tica: o m\u00e9dico generalista, o pediatra e o cl\u00ednico de aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria s\u00e3o frequentemente os primeiros a receber essa fam\u00edlia \u2014 mas raramente figuram nos dados de quem fecha o diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A identifica\u00e7\u00e3o precoce dos sinais de&nbsp;<strong>transtorno do espectro autista<\/strong>&nbsp;por qualquer m\u00e9dico que atenda crian\u00e7as \u00e9 uma janela cl\u00ednica valiosa que ainda \u00e9 subutilizada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quem percebe os primeiros sinais?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os primeiros sinais de TEA foram identificados majoritariamente por familiares pr\u00f3ximos em 55,9% dos casos, pela pr\u00f3pria pessoa autista em 11,4%, professores em 9,4% e m\u00e9dicos em apenas 7,3%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse dado \u00e9 um alerta direto para a pr\u00e1tica cl\u00ednica. O m\u00e9dico \u2014 com todas as ferramentas de rastreamento dispon\u00edveis \u2014 ainda detecta menos sinais precoces de&nbsp;<strong>transtorno do espectro autista<\/strong>&nbsp;do que pais e educadores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual \u00e9 o perfil sociodemogr\u00e1fico do autista brasileiro?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Mapa Autismo Brasil tra\u00e7a um perfil detalhado que orienta tanto a pr\u00e1tica cl\u00ednica quanto o planejamento de pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados de distribui\u00e7\u00e3o por faixa et\u00e1ria, n\u00edvel de suporte e comorbidades s\u00e3o particularmente relevantes para o m\u00e9dico que atende essa popula\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th>Caracter\u00edstica<\/th><th>Dado<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>Sexo<\/td><td>65,3% homens; 34,2% mulheres<\/td><\/tr><tr><td>Faixa et\u00e1ria<\/td><td>72,1% at\u00e9 17 anos; 27,9% entre 18 e 76 anos<\/td><\/tr><tr><td>N\u00edvel de suporte 1 (mais baixo)<\/td><td>53,7%<\/td><\/tr><tr><td>N\u00edvel de suporte 2<\/td><td>33,7%<\/td><\/tr><tr><td>N\u00edvel de suporte 3 (maior aux\u00edlio)<\/td><td>12,6%<\/td><\/tr><tr><td>TDAH como comorbidade<\/td><td>51,5%<\/td><\/tr><tr><td>Transtorno de ansiedade<\/td><td>41,1%<\/td><\/tr><tr><td>Transtornos do sono<\/td><td>27,9%<\/td><\/tr><tr><td>Transtorno depressivo<\/td><td>17,5%<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A alta preval\u00eancia de comorbidades \u2014 especialmente TDAH, ansiedade e transtornos do sono \u2014 tem implica\u00e7\u00e3o direta na conduta farmacol\u00f3gica e no encaminhamento multiprofissional. Para aprofundar o manejo dessas comorbidades na psiquiatria, veja o artigo sobre\u00a0<a href=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/como-trabalhar-com-psiquiatria-infantil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">psiquiatria infantil<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Qual a faixa de renda das fam\u00edlias com TEA?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">28,6% dos entrevistados t\u00eam renda familiar de at\u00e9 R$ 2.862. Outros 37,9% est\u00e3o na faixa intermedi\u00e1ria e apenas 20,33% t\u00eam renda acima de R$ 9.540.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse dado \u00e9 clinicamente relevante porque a carga financeira do TEA \u2014 com terapias, acompanhamento multiprofissional e adapta\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas \u2014 recai sobre fam\u00edlias que frequentemente n\u00e3o t\u00eam capacidade de arcar com os custos no setor privado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Diagn\u00f3stico precoce do transtorno do espectro autista: onde est\u00e3o as lacunas?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa identificou concentra\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3sticos na faixa at\u00e9 4 anos de idade, que representam 51,7% dos casos. A faixa de 5 a 9 anos responde por 17,1% e a de 10 a 14 anos por 6,1%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a entre a mediana de 4 anos e a m\u00e9dia de 11 anos revela que, embora a maioria dos diagn\u00f3sticos ocorra precocemente, um n\u00famero relevante ainda \u00e9 realizado em idades muito avan\u00e7adas \u2014 elevando a m\u00e9dia da amostra e representando anos de interven\u00e7\u00e3o perdidos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Por que o atraso diagn\u00f3stico \u00e9 clinicamente grave no TEA?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O atraso no diagn\u00f3stico do&nbsp;<strong>transtorno do espectro autista<\/strong>&nbsp;posterga o in\u00edcio das interven\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas no per\u00edodo em que o c\u00e9rebro tem maior plasticidade neuronal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto mais precoce a identifica\u00e7\u00e3o e o in\u00edcio das terapias, melhores os desfechos em linguagem, socializa\u00e7\u00e3o e autonomia. O m\u00e9dico que atende crian\u00e7as de 0 a 3 anos est\u00e1 em posi\u00e7\u00e3o privilegiada para rastrear e encaminhar \u2014 e os dados mostram que essa posi\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo subutilizada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/transtorno-do-espectro-autista-1024x683.png\" alt=\"transtorno do espectro autista\" class=\"wp-image-201695\" srcset=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/transtorno-do-espectro-autista-1024x683.png 1024w, https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/transtorno-do-espectro-autista-300x200.png 300w, https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/transtorno-do-espectro-autista-768x512.png 768w, https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/transtorno-do-espectro-autista.png 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Acesso a terapias: um cen\u00e1rio de descompasso grave<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Mapa Autismo Brasil revela que apenas 15,5% dos entrevistados realizam terapias pela rede p\u00fablica de sa\u00fade. Mais de 60% utilizam planos de sa\u00fade ou pagam de forma particular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As terapias mais frequentes relatadas foram:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Psicoterapia: 52,2%;<\/li>\n\n\n\n<li>Terapia ocupacional: 39,4%;<\/li>\n\n\n\n<li>Fonoaudiologia: 38,9%;<\/li>\n\n\n\n<li>Psicopedagogia: 30,8%;<\/li>\n\n\n\n<li>Terapia ABA: 29,8%;<\/li>\n\n\n\n<li>Fisioterapia: 12,5%;<\/li>\n\n\n\n<li>Musicoterapia: 11,0%.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">16,4% dos participantes declararam n\u00e3o realizar nenhuma terapia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A carga hor\u00e1ria semanal est\u00e1 abaixo do recomendado<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O dado mais preocupante n\u00e3o \u00e9 apenas quem acessa \u2014 \u00e9 quanto tempo de terapia cada pessoa com&nbsp;<strong>transtorno do espectro autista<\/strong>&nbsp;efetivamente recebe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">56,5% dos entrevistados fazem at\u00e9 duas horas semanais de terapia. A maioria faz apenas uma hora por semana (25,9%) ou nenhuma (18,1%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diretrizes internacionais recomendam interven\u00e7\u00f5es multidisciplinares com carga hor\u00e1ria semanal elevada \u2014 especialmente nos primeiros anos. Duas horas por semana est\u00e3o muito aqu\u00e9m do que a evid\u00eancia cient\u00edfica preconiza para resultados efetivos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">H\u00e1 diferen\u00e7a entre SUS e plano de sa\u00fade no acesso a terapias?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados mostram desigualdade expressiva. Entre usu\u00e1rios do SUS, apenas 33,8% fazem terapia ocupacional, contra 64,5% dos usu\u00e1rios de planos de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a se repete em psicoterapia, fonoaudiologia, terapia ABA e musicoterapia \u2014 revelando que o tipo de cobertura determina, na pr\u00e1tica, a qualidade do suporte recebido pela pessoa com TEA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O impacto do TEA nos cuidadores: dado que o m\u00e9dico precisa conhecer<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">30,47% dos cuidadores declararam n\u00e3o possuir renda ou estarem desempregados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse dado traduz um fen\u00f4meno amplamente documentado na literatura: a demanda de cuidado intensivo com uma crian\u00e7a com&nbsp;<strong>transtorno do espectro autista<\/strong>&nbsp;frequentemente retira o cuidador do mercado de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">92,4% dos cuidadores entrevistados eram m\u00e3es. 55,2% tinham ensino superior completo ou p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o \u2014 o que indica que a sa\u00edda do mercado de trabalho n\u00e3o \u00e9 consequ\u00eancia de baixa qualifica\u00e7\u00e3o, mas da incompatibilidade entre os cuidados necess\u00e1rios e a disponibilidade de suporte p\u00fablico e privado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O m\u00e9dico que atende uma pessoa com TEA est\u00e1, na pr\u00e1tica, atendendo um sistema familiar sob press\u00e3o financeira, emocional e funcional intensa. Reconhecer isso \u00e9 parte do cuidado centrado no paciente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perguntas frequentes sobre transtorno do espectro autista<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja as d\u00favidas mais frequentes de m\u00e9dicos e estudantes sobre o diagn\u00f3stico e manejo do TEA na pr\u00e1tica cl\u00ednica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o os primeiros sinais de TEA que o m\u00e9dico deve rastrear?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os crit\u00e9rios diagn\u00f3sticos do DSM-5 organizam o TEA em dois dom\u00ednios: d\u00e9ficits na comunica\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o social e padr\u00f5es restritos e repetitivos de comportamento. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica, sinais como aus\u00eancia de balbucio at\u00e9 12 meses, n\u00e3o apontar com o dedo indicador at\u00e9 12 meses, aus\u00eancia de palavras at\u00e9 16 meses e perda de linguagem em qualquer idade s\u00e3o marcos de alerta que justificam encaminhamento imediato para avalia\u00e7\u00e3o especializada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Qualquer m\u00e9dico pode suspeitar e encaminhar para diagn\u00f3stico de TEA?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sim. O diagn\u00f3stico formal exige avalia\u00e7\u00e3o multiprofissional com neuropediatra ou psiquiatra da inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia, mas qualquer m\u00e9dico pode \u2014 e deve \u2014 rastrear e encaminhar precocemente. O dado de que m\u00e9dicos identificam apenas 7,3% dos primeiros sinais refor\u00e7a a necessidade de maior preparo cl\u00ednico nessa \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">TEA tem tratamento farmacol\u00f3gico?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O TEA n\u00e3o tem tratamento farmacol\u00f3gico espec\u00edfico para os sintomas centrais. A farmacoterapia \u00e9 direcionada \u00e0s comorbidades \u2014 <a href=\"https:\/\/tdah.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TDAH<\/a>, ansiedade, agressividade e transtornos do sono. Risperidona e aripiprazol t\u00eam aprova\u00e7\u00e3o FDA para irritabilidade associada ao TEA. O tratamento de base \u00e9 terap\u00eautico e educacional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como diferenciar TEA de TDAH na pr\u00e1tica?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dois transtornos coexistem em 51,5% dos casos de TEA, segundo o Mapa Autismo Brasil. A diferencia\u00e7\u00e3o \u00e9 clinicamente relevante porque o manejo terap\u00eautico difere. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No TEA, o d\u00e9ficit \u00e9 na reciprocidade socioemocional e na flexibilidade comportamental. No TDAH puro, a dificuldade \u00e9 na autorregula\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o e do impulso, sem comprometimento da intera\u00e7\u00e3o social. A coexist\u00eancia \u00e9 a regra, n\u00e3o a exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O m\u00e9dico generalista deve dominar o diagn\u00f3stico de TEA?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O diagn\u00f3stico formal requer especialista, mas o rastreamento precoce \u00e9 responsabilidade de todo m\u00e9dico que atende crian\u00e7as. Escalas como M-CHAT-R (para crian\u00e7as de 16 a 30 meses) s\u00e3o ferramentas pr\u00e1ticas e validadas que qualquer cl\u00ednico pode aplicar na consulta pedi\u00e1trica de rotina.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O m\u00e9dico que conhece o cen\u00e1rio do TEA no Brasil faz diferen\u00e7a real<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados do Mapa Autismo Brasil revelam um cen\u00e1rio de descompasso grave entre a preval\u00eancia do&nbsp;<strong>transtorno do espectro autista<\/strong>&nbsp;e o acesso a diagn\u00f3stico e tratamento adequados no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">M\u00e9dicos que dominam os crit\u00e9rios de rastreamento precoce, conhecem o perfil das comorbidades associadas e compreendem as barreiras de acesso enfrentadas pelas fam\u00edlias s\u00e3o profissionais mais capazes de intervir no momento certo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O TEA frequentemente coexiste com TDAH, ansiedade, transtornos do sono e depress\u00e3o \u2014 comorbidades que exigem manejo farmacol\u00f3gico preciso e dom\u00ednio das intera\u00e7\u00f5es medicamentosas. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse repert\u00f3rio cl\u00ednico est\u00e1 detalhado no\u00a0<strong>Manual Pr\u00e1tico de Psiquiatria \u2014 Diagn\u00f3stico e Condutas<\/strong>\u00a0do Instituto CDT: 16 cap\u00edtulos objetivos com algoritmos diagn\u00f3sticos, tabelas de dosagem e condutas pr\u00e1ticas para as condi\u00e7\u00f5es que qualquer m\u00e9dico vai encontrar no consult\u00f3rio \u2014 incluindo o manejo das comorbidades psiqui\u00e1tricas no paciente com\u00a0<strong>transtorno do espectro autista<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\ud83d\udc49\u00a0<a href=\"https:\/\/editora.institutocdt.com.br\/produto\/manual-pratico-de-psiquiatria-diagnostico-e-condutas?&amp;el=newsletter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Adquira agora o Manual Pr\u00e1tico de Psiquiatria \u2014 Instituto CDT<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O transtorno do espectro autista afeta 1,2% dos brasileiros, mas o acesso a diagn\u00f3stico e terapias permanece cr\u00edtico. 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