{"id":201904,"date":"2026-04-22T19:13:23","date_gmt":"2026-04-22T22:13:23","guid":{"rendered":"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/?p=201904"},"modified":"2026-04-22T19:13:23","modified_gmt":"2026-04-22T22:13:23","slug":"arritmia-cardiaca-no-pronto-socorro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/arritmia-cardiaca-no-pronto-socorro\/","title":{"rendered":"Arritmia card\u00edaca no pronto-socorro: abordagem sistematizada e quando cardioverter"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A&nbsp;<strong>arritmia no pronto-socorro<\/strong>&nbsp;\u00e9 um dos cen\u00e1rios que mais exige clareza de racioc\u00ednio sob press\u00e3o \u2014 e, paradoxalmente, um dos em que mais se perde tempo buscando diagn\u00f3stico preciso antes de agir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A chave da abordagem moderna, consagrada pelo ACLS, \u00e9 simples: antes de identificar o tipo espec\u00edfico de arritmia, defina se o paciente est\u00e1 hemodinamicamente est\u00e1vel ou inst\u00e1vel. Essa resposta determina tudo que vem depois.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como classificar a arritmia no pronto-socorro antes do ECG de 12 deriva\u00e7\u00f5es?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A avalia\u00e7\u00e3o inicial de qualquer\u00a0<strong>arritmia no pronto-socorro<\/strong>\u00a0come\u00e7a com os sinais vitais e a monitoriza\u00e7\u00e3o do ritmo no monitor \u2014 n\u00e3o necessariamente com o ECG de 12 deriva\u00e7\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa simplifica\u00e7\u00e3o, incorporada nas diretrizes da AHA desde 2010, permite a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida mesmo sem diagn\u00f3stico eletrocardiogr\u00e1fico completo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As perguntas cl\u00ednicas que orientam a conduta s\u00e3o duas: qual \u00e9 a frequ\u00eancia card\u00edaca (r\u00e1pida ou lenta)? E o paciente est\u00e1 hemodinamicamente est\u00e1vel?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os sinais de instabilidade hemodin\u00e2mica que exigem a\u00e7\u00e3o imediata s\u00e3o: hipotens\u00e3o (PA sist\u00f3lica &lt; 90 mmHg), rebaixamento do n\u00edvel de consci\u00eancia, sudorese fria, enchimento capilar lento, dor precordial isqu\u00eamica e edema agudo de pulm\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na presen\u00e7a de qualquer um desses sinais em taquiarritmia, a cardiovers\u00e3o el\u00e9trica sincronizada \u00e9 a conduta \u2014 independentemente do diagn\u00f3stico espec\u00edfico do ritmo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o m\u00e9dico que quer se aprofundar em emerg\u00eancias cardiovasculares, veja o artigo sobre\u00a0<a href=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/infarto-agudo-miocardio-ecg\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">infarto agudo do mioc\u00e1rdio e ECG<\/a>\u00a0como base complementar ao manejo el\u00e9trico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como abordar a taquiarritmia no pronto-socorro?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro passo na arritmia no pronto-socorro \u00e9 classificar o complexo QRS: estreito (&lt; 0,12 s) ou largo (\u2265 0,12 s). Essa distin\u00e7\u00e3o orienta a conduta farmacol\u00f3gica e o racioc\u00ednio diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Taquicardia de complexo estreito com estabilidade hemodin\u00e2mica<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A taquicardia de complexo estreito est\u00e1vel tem como causa mais frequente a taquicardia supraventricular (TSV), flutter atrial ou fibrila\u00e7\u00e3o atrial com resposta ventricular r\u00e1pida. A abordagem de arritmia no pronto-socorro segue etapas pr\u00e1ticas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>1. Manobra vagal:<\/strong>&nbsp;massagem do seio carot\u00eddeo ou manobra de Valsalva. Eficaz para TSV por reentrada; n\u00e3o interrompe flutter ou FA, mas pode desmascarar o diagn\u00f3stico ao desacelerar transitoriamente a condu\u00e7\u00e3o AV.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>2. Adenosina:<\/strong>&nbsp;6 mg em b\u00f3lus IV r\u00e1pido, seguido de flush de soro. Se sem resposta em 1 a 2 minutos, nova dose de 12 mg. A adenosina bloqueia transitoriamente o n\u00f3 AV \u2014 interrompe a TSV por reentrada nodal e ajuda a diagnosticar o ritmo subjacente (revela ondas de flutter, por exemplo). Contraindicada em broncoespasmo grave.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>3. Controle de frequ\u00eancia:<\/strong>&nbsp;se FA ou flutter com resposta r\u00e1pida, betabloqueador IV (metoprolol 2,5 a 5 mg em 2 a 5 minutos, m\u00e1ximo 15 mg) ou antagonista do c\u00e1lcio n\u00e3o diidropirid\u00ednico (diltiazem 0,25 mg\/kg IV em 2 minutos, ou verapamil 2,5 a 5 mg IV) s\u00e3o as op\u00e7\u00f5es de primeira linha para controle de frequ\u00eancia.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Taquicardia de complexo largo com estabilidade hemodin\u00e2mica<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A regra pr\u00e1tica \u00e9: toda taquicardia de complexo largo deve ser tratada como taquicardia ventricular (TV) at\u00e9 prova em contr\u00e1rio. Isso \u00e9 especialmente verdadeiro em pacientes com cardiopatia estrutural pr\u00e9via.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O erro cl\u00ednico mais comum \u00e9 assumir que taquicardia de complexo largo em paciente relativamente est\u00e1vel \u00e9 TSV com aberr\u00e2ncia \u2014 e tratar com verapamil. Em TV, o verapamil pode causar colapso hemodin\u00e2mico. A conduta farmacol\u00f3gica na TV est\u00e1vel \u00e9:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Amiodarona:<\/strong>\u00a0300 mg IV em 20 a 30 minutos (ataque), seguida de infus\u00e3o de manuten\u00e7\u00e3o de 900 mg nas pr\u00f3ximas 24 horas. \u00c9 a escolha preferencial pela seguran\u00e7a em cardiopatas;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Procainamida:<\/strong>\u00a0alternativa com boa evid\u00eancia, mas disponibilidade limitada em muitos servi\u00e7os brasileiros;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cardiovers\u00e3o el\u00e9trica sincronizada:<\/strong>\u00a0se houver deteriora\u00e7\u00e3o cl\u00ednica durante o tratamento farmacol\u00f3gico.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando indicar cardiovers\u00e3o el\u00e9trica sincronizada?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cardiovers\u00e3o el\u00e9trica sincronizada \u00e9 o procedimento central do manejo da&nbsp;<strong>arritmia no pronto-socorro<\/strong>&nbsp;inst\u00e1vel. Suas indica\u00e7\u00f5es formais s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th>Situa\u00e7\u00e3o<\/th><th>Conduta<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>Qualquer taquiarritmia com instabilidade hemodin\u00e2mica<\/td><td>Cardiovers\u00e3o sincronizada imediata<\/td><\/tr><tr><td>TV monom\u00f3rfica sustentada com deteriora\u00e7\u00e3o<\/td><td>Cardiovers\u00e3o sincronizada<\/td><\/tr><tr><td>FA com instabilidade hemodin\u00e2mica<\/td><td>Cardiovers\u00e3o sincronizada<\/td><\/tr><tr><td>Flutter atrial com instabilidade<\/td><td>Cardiovers\u00e3o sincronizada<\/td><\/tr><tr><td>TSV refrat\u00e1ria \u00e0 adenosina com instabilidade<\/td><td>Cardiovers\u00e3o sincronizada<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como realizar a cardiovers\u00e3o el\u00e9trica sincronizada<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tr\u00eas pontos pr\u00e1ticos s\u00e3o obrigat\u00f3rios:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Seda\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;em paciente acordado, a cardiovers\u00e3o nunca deve ser realizada sem seda\u00e7\u00e3o. Midazolam 2 a 5 mg IV associado a analg\u00e9sico opioide (fentanil 1 a 2 mcg\/kg) \u00e9 o esquema mais usado. Em paciente em colapso sem consci\u00eancia, procede-se sem seda\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Sincroniza\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;o cardioversor deve estar em modo sincronizado (bot\u00e3o &#8220;sync&#8221; ativo), que detecta a onda R e aplica o choque no momento correto do ciclo card\u00edaco. Cardioverter em modo n\u00e3o sincronizado em ritmo com pulso pode induzir fibrila\u00e7\u00e3o ventricular.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Energia:<\/strong>&nbsp;para FA e flutter, iniciar com 120 a 200 J bif\u00e1sico. Para TV monom\u00f3rfica, 100 a 200 J bif\u00e1sico. Escalonar se a primeira tentativa falhar.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s o choque, avaliar imediatamente o ritmo no monitor. Se converter para ritmo sinusal, manter monitoriza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua. Se n\u00e3o converter, escalonar energia e repetir.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/arritmia-no-pronto-socorro-2-1024x683.png\" alt=\"arritmia no pronto-socorro\" class=\"wp-image-201911\" srcset=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/arritmia-no-pronto-socorro-2-1024x683.png 1024w, https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/arritmia-no-pronto-socorro-2-300x200.png 300w, https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/arritmia-no-pronto-socorro-2-768x512.png 768w, https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/arritmia-no-pronto-socorro-2.png 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como abordar a bradicardia no pronto-socorro?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A bradicardia sintom\u00e1tica (FC &lt; 50 bpm com sintomas) tem conduta estruturada independentemente do diagn\u00f3stico eletrocardiogr\u00e1fico espec\u00edfico:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Atropina:<\/strong>&nbsp;0,5 mg IV a cada 3 a 5 minutos, m\u00e1ximo 3 mg total. Resposta imediata \u2014 \u00e9 o primeiro f\u00e1rmaco na bradicardia sintom\u00e1tica. Pode ser ineficaz em BAV de segundo grau Mobitz II e BAV total (bloqueio infranodal), pois o mecanismo \u00e9 vagal e n\u00e3o atua abaixo do n\u00f3 AV.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Dopamina em infus\u00e3o cont\u00ednua:<\/strong>&nbsp;2 a 10 mcg\/kg\/min \u2014 quando a atropina falha ou \u00e9 insuficiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marcapasso transcut\u00e2neo:<\/strong>&nbsp;indicado quando h\u00e1 instabilidade hemodin\u00e2mica refrat\u00e1ria ao tratamento farmacol\u00f3gico, especialmente em BAV avan\u00e7ado. O maior inconveniente \u00e9 a dor, que frequentemente exige analgesia com opioide e pode complicar o quadro em pacientes inst\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para consolidar o racioc\u00ednio em paciente cr\u00edtico quanto inclusive \u00e0 arritmia no pronto-socorro, veja os artigos sobre\u00a0<a href=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/medicina-de-emergencia-abordagem-pratica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">medicina de emerg\u00eancia \u2014 abordagem pr\u00e1tica<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/cuidados-intensivos-na-medicina-de-emergencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">cuidados intensivos na medicina de emerg\u00eancia<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fibrila\u00e7\u00e3o atrial no pronto-socorro: controle de ritmo ou de frequ\u00eancia?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A FA \u00e9 a&nbsp;<strong>arritmia no pronto-socorro<\/strong>&nbsp;mais frequente na pr\u00e1tica. A decis\u00e3o entre controle de ritmo (cardiovers\u00e3o) e controle de frequ\u00eancia depende fundamentalmente de dois fatores: tempo de dura\u00e7\u00e3o da FA e escore CHA\u2082DS\u2082-VASc.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FA com in\u00edcio confirmado h\u00e1 menos de 48 horas e CHA\u2082DS\u2082-VASc baixo: cardiovers\u00e3o qu\u00edmica (amiodarona 300 mg IV ou propafenona VO em paciente sem cardiopatia estrutural) ou el\u00e9trica \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o segura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FA com dura\u00e7\u00e3o indeterminada ou superior a 48 horas: cardiovers\u00e3o eletiva somente ap\u00f3s anticoagula\u00e7\u00e3o adequada por pelo menos 3 semanas ou ap\u00f3s ecocardiograma transesof\u00e1gico que exclua trombo atrial. Na emerg\u00eancia, o objetivo \u00e9 controle de frequ\u00eancia com betabloqueador ou diltiazem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ACLS tamb\u00e9m permite o uso de adenosina em taquicardias de complexo largo monom\u00f3rficas regulares \u2014 mas apenas quando o diagn\u00f3stico de TSV com aberr\u00e2ncia for muito prov\u00e1vel e o paciente estiver est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para aprofundar, veja\u00a0<a href=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/certificacao-acls\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">certifica\u00e7\u00e3o ACLS<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/doencas-do-sistema-cardiovascular\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">doen\u00e7a do sistema cardiovascular<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perguntas frequentes sobre arritmia no pronto-socorro<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As d\u00favidas abaixo s\u00e3o as mais comuns de m\u00e9dicos plantonistas no manejo inicial de arritmia no pronto-socorro.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Posso usar verapamil em taquicardia de complexo largo?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o, como regra geral. Em taquicardia de complexo largo, presuma TV. O verapamil em TV pode causar colapso hemodin\u00e2mico por vasodilata\u00e7\u00e3o e depress\u00e3o do mioc\u00e1rdio. Use amiodarona ou proceda \u00e0 cardiovers\u00e3o el\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A manobra vagal pode ser feita em qualquer paciente?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o. A massagem do seio carot\u00eddeo \u00e9 contraindicada em pacientes com AVC pr\u00e9vio ou sopro carot\u00eddeo. Em situa\u00e7\u00f5es de d\u00favida, prefira a manobra de Valsalva.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Preciso de ECG de 12 deriva\u00e7\u00f5es antes de cardioverter um paciente inst\u00e1vel?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o. Em paciente hemodinamicamente inst\u00e1vel com <a href=\"https:\/\/sobrac.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">taquiarritmia<\/a>, a cardiovers\u00e3o sincronizada \u00e9 imediata. O ECG de 12 deriva\u00e7\u00f5es \u00e9 feito ap\u00f3s estabiliza\u00e7\u00e3o, para diagn\u00f3stico retrospectivo e planejamento do manejo definitivo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Emerg\u00eancia exige treinamento cont\u00ednuo e certifica\u00e7\u00e3o atualizada<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dominar a&nbsp;<strong>arritmia no pronto-socorro<\/strong>&nbsp;n\u00e3o depende apenas de memorizar algoritmos \u2014 depende de praticar o racioc\u00ednio sob press\u00e3o, de forma sistem\u00e1tica e com feedback cl\u00ednico real.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Medicina de Emerg\u00eancia do Instituto CDT forma m\u00e9dicos com protocolos aplicados ao plant\u00e3o, discuss\u00e3o de casos reais e certifica\u00e7\u00e3o reconhecida pelo MEC.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\ud83d\udc49\u00a0<a href=\"https:\/\/institutocdt.com.br\/pos_medicinadeemergencia?&amp;el=blog\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Conhe\u00e7a a P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Medicina de Emerg\u00eancia \u2014 Instituto CDT<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Domine a abordagem da arritmia no pronto-socorro: como classificar pelo ritmo, quando usar adenosina ou amiodarona, e quando indicar cardiovers\u00e3o el\u00e9trica sincronizada de urg\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"author":29,"featured_media":201910,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[250,307],"class_list":["post-201904","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pratica-medica","tag-medicina","tag-pratica-medica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/201904","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/29"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=201904"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/201904\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":201914,"href":"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/201904\/revisions\/201914"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/201910"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=201904"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=201904"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutocdt.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=201904"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}