Drogas vasoativas no choque séptico: qual escolher e como titular

drogas vasoativas no choque séptico

Poucos momentos são tão tensos quanto ver a pressão despencar apesar do volume. Saber usar as drogas vasoativas no choque séptico é o que separa a conduta segura do improviso à beira do leito.

Este guia objetivo mostra quando iniciar, qual escolher, como titular e onde os médicos mais erram. O foco é decidir rápido, com alvo claro e sem paralisia diante do paciente instável.

drogas vasoativas no choque séptico
No choque séptico, a noradrenalina é a primeira droga vasoativa, titulada até PAM ≥ 65 mmHg.

Quando iniciar as drogas vasoativas no choque séptico?

O choque séptico se define por hipotensão que exige vasopressor para manter a pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg, com lactato > 2 mmol/L apesar da ressuscitação. As drogas vasoativas no choque séptico entram justamente nesse ponto.

O erro clássico é esperar “encher o tanque” primeiro. A Surviving Sepsis Campaign recomenda iniciar o vasopressor precocemente, mesmo durante a expansão volêmica, quando a hipotensão é profunda.

Qual é o alvo de PAM?

O alvo inicial é PAM ≥ 65 mmHg, individualizado conforme comorbidades. Hipertensos crônicos podem exigir alvo um pouco maior para perfundir rim e cérebro.

Precisa esperar a ressuscitação volêmica?

Não. A expansão com cristaloide corre em paralelo, e o vasopressor pode iniciar por veia periférica calibrosa por curto período, evitando atrasar as drogas vasoativas no choque séptico até o acesso central.

Qual a primeira escolha entre as drogas vasoativas no choque séptico?

A noradrenalina é a droga de primeira linha das drogas vasoativas no choque séptico, por combinar efeito alfa (vasoconstrição) e beta discreto. A tabela resume os agentes:

DrogaPapelFaixa usual
Noradrenalina1ª linha0,05–0,5+ mcg/kg/min
Vasopressina2ª droga (poupadora)0,03 U/min (fixa)
Adrenalina3ª linha / refratáriotitular por efeito
Dobutaminadisfunção miocárdica2,5–20 mcg/kg/min

Por que a noradrenalina é a droga de escolha?

Ela eleva a PAM com menor risco de taquiarritmia que a dopamina, hoje desaconselhada. A dopamina só sobrevive em nichos, e mesmo assim com cautela.

Quando associar vasopressina?

Quando a noradrenalina atinge cerca de 0,25–0,5 mcg/kg/min, associar vasopressina 0,03 U/min ajuda a poupar catecolamina e a estabilizar a PAM, sem titulação progressiva.

Como titular e escalar as drogas vasoativas no choque séptico?

A titulação segue a resposta perfusional, não apenas o número da PAM. Um roteiro prático:

  1. Iniciar noradrenalina e subir a dose até PAM ≥ 65 mmHg;
  2. Reavaliar perfusão por lactato e tempo de enchimento capilar;
  3. Associar vasopressina se a dose de noradrenalina escalar;
  4. Considerar hidrocortisona 200 mg/dia no choque refratário;
  5. Avaliar dobutamina se persistir hipoperfusão com débito baixo.

E se a PAM não sobe?

No choque refratário — noradrenalina em dose alta e sustentada — entra a hidrocortisona 200 mg/dia e a adrenalina como terceira droga, cenário frequente na medicina de emergência. Reavaliar sempre foco infeccioso e volemia.

Qual o papel da dobutamina?

A dobutamina não é vasopressor: ela trata a disfunção miocárdica associada. Indica-se quando há sinais de baixo débito apesar de volume e PAM corrigidos, tema também caro à cardiologia da emergência.

drogas vasoativas no choque séptico
No choque refratário, associa-se vasopressina e considera-se hidrocortisona 200 mg/dia.

Erros comuns no uso de drogas vasoativas no choque séptico

Reconhecer as armadilhas no uso das drogas vasoativas no choque séptico evita dano ao paciente:

  • Atrasar o vasopressor esperando terminar a volemia;
  • Usar dopamina de rotina, pelo risco arrítmico;
  • Titular sem alvo perfusional, só pela PAM;
  • Confiar na pressão não invasiva no paciente chocado;
  • Desmamar cedo demais e recair na hipotensão.

Acesso central é obrigatório?

O acesso central é o ideal para infusão prolongada, mas não deve atrasar o início. Estudos como o ANDROMEDA-SHOCK reforçam guiar a ressuscitação pela perfusão, com o enchimento capilar como alvo prático.

Perguntas frequentes sobre drogas vasoativas no choque séptico

As dúvidas mais frequentes de quem maneja o choque na UTI aparecem a seguir.

Posso iniciar noradrenalina em veia periférica?

Sim, em veia calibrosa e por curto período, até garantir o acesso central, para não atrasar a PAM.

Qual o alvo de lactato?

Buscar queda progressiva (clearance); um único valor importa menos que a tendência, útil na correção de distúrbios associados.

Dopamina ainda tem lugar?

Muito restrito, pelo maior risco de arritmia frente à noradrenalina.

Quando entra o corticoide?

No choque refratário a vasopressor, com hidrocortisona 200 mg/dia.

Como saber se falta volume?

Por parâmetros dinâmicos e reavaliação da perfusão, evitando tanto a sobrecarga quanto a dispneia por congestão.

Domine as drogas vasoativas no choque séptico antes do próximo plantão

Hesitar diante do paciente que despenca custa perfusão de órgão e, muitas vezes, a vida. A insegurança em titular drogas vasoativas no choque séptico é uma dor real de quem enfrenta a UTI sem treino estruturado.

A Pós-Graduação em Medicina Intensiva do Instituto CDT foi desenhada para essa decisão de alto risco, com fluxos e casos que dão segurança à beira do leito. Aprofunde também na ressuscitação volêmica com segurança e troque experiências na comunidade médica do CDT.

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