Olá, laringoscopista.
A parada cardiorrespiratória (PCR) é um dos eventos mais comuns durante o atendimento pré-hospitalar e exige um manejo rápido e efetivo. Nesse cenário, a manutenção da via aérea desses pacientes é essencial para que o paciente retorne à circulação espontânea e tenha um bom prognóstico.
Assim, avaliam-se os fatores relacionados à intubação orotraqueal (IOT) que podem acarretar m melhor desfecho para pacientes em PCR.
Nesse sentido, um estudo — Effect of video laryngoscopy for non-trauma out-of-hospital cardiac arrest on clinical outcome: A registry-based analysis — publicado no periódico Resuscitation em abril de 2023, comparou o uso de videolaringoscópios com o laringoscópio convencional para intubação de pacientes em parada cardiorrespiratória extra-hospitalar.
O objetivo do estudo foi comparar o impacto do uso de videolaringoscópios com laringoscópios convencionais durante a intubação orotraqueal de pacientes em parada cardiorrespiratória no ambiente extra-hospitalar.
Como o estudo foi realizado?
– Esse foi um estudo retrospectivo de prontuários de 2018 a 2021;
– 14.387 prontuários foram analisados, sendo 2.201 submetidos à videolaringoscopia e 12.186 submetidos à laringoscopia convencional;
– O desfecho primário foi o desempenho cerebral após o retorno à circulação espontânea.
Resultados
– A videolaringoscopia foi um preditor independente de sobrevivência e melhor desempenho cerebral;
– Pacientes submetidos a videolaringoscopia apresentaram uma taxa maior de alta hospitalar e sobrevida em 30 dias.
Conclusão
Torna-se evidente que a videolaringoscopia para a intubação orotraqueal de pacientes em parada cardiorrespiratória extra-hospitalar está associada a um melhor prognóstico e evolução neurológica. Entretanto, o autor aponta a necessidade de mais estudos para confirmar o achado.
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