Etomidato ou cetamina para a intubação orotraqueal

Intubação orotraqueal em modelo

Olá, laringoscopista. 

A intubação orotraqueal (IOT) muitas vezes é um procedimento “sine qua non” para o manejo de pacientes críticos hipoxêmicos.  

Entretanto, as drogas usadas para a realização desse procedimento podem causar diversos efeitos colaterais peri-intubação, como a hipotensão.

Assim, discute-se sobre a segurança dos hipnóticos no cenário de emergência e sobre qual é o mais indicado para cada tipo de paciente.

Nesse sentido, um estudo — Etomidate Compared to Ketamine for Induction during Rapid Sequence Intubation: A Systematic Review and Meta-analysis — publicado no Indian Journal of Critical Care Medicine em janeiro de 2022, comparou a eficácia do etomidato com a da cetamina na intubação orotraqueal.

O objetivo do estudo foi comparar a eficácia e segurança do etomidato com a da cetamina para a intubação orotraqueal em sequência rápida em pacientes críticos no serviço de emergência.

Como o estudo foi realizado 

– Esse foi um estudo de revisão sistemática e meta-análise;

– 87 estudos foram avaliados, mas apenas 9 foram incluídos na análise;

– Os desfechos primários foram a incidência de hipotensão pós-indução e o sucesso da primeira passagem da intubação.

Resultados

– O uso de etomidato apresentou menores taxas de incidência de hipotensão pós-intubação quando comparado com a cetamina;

– Não houve diferença no índice de sucesso na intubação de primeira passagem com o uso desses hipnóticos.

Conclusão 

Torna-se evidente que o uso de etomidato pode ser útil para evitar a incidência de hipotensão pós-intubação, mas não apresenta diferença em relação à taxa de sucesso da intubação na primeira passagem.

Para mais detalhes sobre o estudo, clique no link abaixo:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35110853

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