Como ocluir o esôfago do paciente durante a intubação orotraqueal?

Olá, laringoscopista. 

Nós sabemos que praticamente todos os procedimentos médicos, por mais benéficos que sejam, estão associados a efeitos adversos.  

Com a intubação orotraqueal, não é diferente (IOT), um dos efeitos adversos possíveis é a regurgitação, que pode preceder a broncoaspiração.

Sendo assim, buscam-se formas de minimizar os riscos da incidência desses efeitos através de procedimentos prévios, como a oclusão esofágica, realizada para evitar a regurgitação.

Nesse sentido, um estudo — Effectiveness of Cricoid and Paratracheal Pressures in Occluding the Upper Esophagus Through Induction of Anesthesia and Videolaryngoscopy: A Randomized, Crossover Study — publicado no Anesthesia & Analgesia em agosto de 2022, comparou a eficácia da pressão cricoide com a pressão paratraqueal durante a intubação orotraqueal.

O objetivo do estudo foi investigar a eficácia da pressão cricoide e da pressão paratraqueal sobre a oclusão do esôfago durante a videolaringoscopia de pacientes sedados e com bloqueio neuromuscular para a realização de intubação orotraqueal. 

Como o estudo foi realizado

– Esse foi um estudo prospectivo, randomizado e cruzado;

– 40 pacientes foram incluídos no estudo;

– Os pacientes foram submetidos a pressão cricoide e paratraqueal; 

– O diâmetro do esôfago foi avaliado antes e depois da aplicação das pressões através de ultrassonografia.

Resultados

– Ambas as pressões, cricoide e paratraqueal, reduziram o diâmetro do esôfago após o bloqueio neuromuscular;

– Durante a videolaringoscopia, o esôfago foi ocluído em 100% dos pacientes com a pressão cricoide;

– Já com a pressão paratraqueal, o esôfago foi ocluído em apenas 58% dos pacientes;

– A avaliação com ultrassonografia mostrou que o esôfago foi parcialmente liberado durante a laringoscopia em 42,5% dos casos em que foi aplicada a pressão paratraqueal;

– A visão da laringoscopia não foi alterada em nenhuma das duas intervenções.

Conclusão 

O estudo ratifica a ideia de que a pressão cricoide durante a Intubação Orotraqueal é responsável por gerar a oclusão esofágica após a sedação e o bloqueio neuromuscular do paciente.

Para mais detalhes sobre o estudo, clique no link abaixo:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35913721/

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