Olá, laringoscopista.
Um dos eventos adversos da intubação orotraqueal (IOT) realizada em pacientes pediátricos é a bradicardia. Logo, há o protocolo de pré-tratamento com atropina para evitar o surgimento da bradicardia nos pacientes que apresentam critérios para desenvolver esse efeito. Entretanto, é necessário conhecer a incidência da bradicardia nesses pacientes e se há um bom resultado terapêutico com o uso da atropina.
Nesse sentido, um estudo — Incidence of Bradycardia and the Use of Atropine in Pediatric Rapid Sequence Intubation in the Emergency Department — publicado no Pediatric Emergency Care em fevereiro de 2022, avaliou a incidência da bradicardia durante a intubação de pacientes pediátricos e os efeitos da atropina.
O objetivo do estudo foi identificar a incidência de bradicardia durante a intubação orotraqueal de emergência em pacientes pediátricos e avaliar o efeito do pré-tratamento com atropina.
Como o estudo foi realizado
– Esse foi um estudo de série de casos observacional e retrospectivo;
– 62 pacientes foram incluídos no estudo;
– A bradicardia foi definida pela análise da frequência cardíaca durante e até 5 minutos após a IOT.
Resultados
– Um total de 3 pacientes apresentaram bradicardia durante a IOT;
– 18 pacientes apresentaram os critérios do PALS para receber pré-tratamento com atropina;
– 15 pacientes foram submetidos ao pré-tratamento com atropina;
– Contudo, a incidência de bradicardia não diferiu entre os pacientes que receberam ou não a atropina.
Conclusão
Torna-se evidente a incidência de bradicardia durante a intubação orotraqueal de emergência em pacientes pediátricos é baixa e a atropina não alterou significativamente essa taxa de incidência.
Para mais detalhes sobre o estudo, clique no link abaixo: