Olá, laringoscopista.
A intubação orotraqueal (IOT) muitas vezes é essencial para a manutenção da via aérea de pacientes graves.
Contudo, a presença de alguns fatores podem classificar o paciente como via aérea difícil, o que dificulta a intubação, sobretudo se realizada com laringoscópios convencionais.
Assim, avalia-se a eficácia da videolaringoscopia como uma alternativa mais rápida e efetiva para a IOT desses pacientes.
Nesse sentido, um estudo — Efficacy and adverse events profile of videolaryngoscopy in critically ill patients: subanalysis of the INTUBE study — publicado no British Journal of Anaesthesia em maio de 2023, comparou a eficácia da intubação usando videolaringoscópios com laringoscópios rígidos.
O objetivo do estudo foi avaliar a taxa de sucesso da intubação orotraqueal de primeira passagem em pacientes críticos usando videolaringoscópios. Os desfechos secundários foram: caracterizar uso da videolaringoscopia na população de pacientes críticos; avaliar a incidência de efeitos adversos em comparação com a laringoscopia direta.
Como o estudo foi realizado
– Esse foi um estudo de coorte prospectiva;
– O total de 2.916 pacientes foram incluídos no estudo;
– Dois grupos foram formados: grupo videolaringoscópio (500 pacientes) e grupo convencional (2416 pacientes);
– O desfecho primário foi: taxa de sucesso na intubação de primeira passagem em pacientes críticos.
Resultados
– O sucesso da intubação de primeira passagem foi maior com a videolaringoscopia (84%) em comparação com a laringoscopia direta (79%);
– A incidência de preditores de via aérea difícil foi maior nos pacientes submetidos à videolaringoscopia;
– A videolaringoscopia não foi significativamente associada a maiores riscos de eventos adversos;
– Análises ajustadas demonstraram que a videolaringoscopia aumentou a probabilidade de sucesso da intubação de primeira passagem.
Conclusão
O estudo evidenciou que a videolaringoscopia, mesmo sendo mais indicada para pacientes com preditores de via aérea difícil, foi associada a taxas mais altas de sucesso na intubação de primeira passagem sem aumento do risco de eventos adversos.
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