Taxa de sucesso na intubação de acordo com o tipo de transporte na emergência

Médica fazendo intubação orotraqueal

Olá, laringoscopista. 

A intubação orotraqueal (IOT) é um procedimento realizado em larga escala durante os atendimentos pré-hospitalares para garantir a via aérea do paciente.

Diversos fatores, como a experiência do médico e os materiais disponíveis para o procedimento, estão associados ao sucesso do procedimento.

Entretanto, ainda há um consenso sobre a relação entre o meio de transporte de emergência e o sucesso da IOT.

Nesse sentido, um estudo —  Out-of-Hospital Intubation Success Rates Vary Based on Transport Environment — publicado no The Journal of Emergency Medicine em fevereiro de 2022, avaliou a taxa de sucesso da intubação orotraqueal nos transportes médicos de emergência.

O objetivo do estudo foi avaliar a taxa de sucesso da intubação de primeira passagem em pacientes críticos com base nos diferentes métodos de transporte de emergência.

Como o estudo foi realizado 

– Esse foi um estudo de análise retrospectiva;

– 98.048 intubações cumpriram todos os critérios de inclusão;

– 95,38% das IOT foram realizadas em ambulâncias terrestres, 4,35% foram realizadas em transporte aéreo de asa rotativa e 0,27% em asa fixa;

– O sucesso da intubação foi definido pelo médico que realizou o procedimento.

Resultados

– Os transportes aéreos, de asa fixa e de asa e de asa rotativa, apresentaram maiores taxas de sucesso, sendo 89,66% e 89,17%, respectivamente;

– As ambulâncias terrestres apresentaram a menor taxa de sucesso (75,69%).

Discussão

O autor aponta 4 fatores que podem estar associados a esses resultados: 

– Médicos do transporte aéreo apresentando mais experiência;

– Ambulâncias aéreas mais bem equipadas que as terrestres;

– Equipes aeromédicas com acesso a treinamentos mais avançados;

– Equipe aeromédica submetida a padrões de credenciamento. 

Conclusão

O estudo relata que a taxa de sucesso na primeira tentativa de intubação orotraqueal é maior para as ambulâncias aéreas. Além disso, o autor aponta a necessidade de mais estudos para avaliar os motivos específicos desse achado.

Para mais detalhes sobre o estudo, clique no link abaixo:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35042624

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