Videolaringoscópio para a intubação pré-hospitalar

Médico intubando paciente

Olá, laringoscopista. O sucesso da intubação orotraqueal (IOT) de primeira passagem está associado a um melhor prognóstico do paciente.

Sendo assim, os meios que podem facilitar o sucesso do procedimento, como o uso do bougie ou de videolaringoscópios, são essenciais.

Entretanto, ainda não há um consenso em relação ao impacto do uso do videolaringoscópio para médicos do serviço de atendimento pré-hospitalar.

Nesse sentido, um estudo — The impact of video laryngoscopy on the first‑pass success rate of prehospital endotracheal intubation in The Netherlands: a retrospective observational study —, publicado no European Journal of Trauma and Emergency Surgery em abril de 2022, avaliou o sucesso da intubação de primeira passagem realizada no ambiente pré-hospitalar.

O objetivo do estudo foi avaliar a taxa de sucesso da intubação orotraqueal de primeira passagem e o impacto do uso do videolaringoscópio sobre essa taxa em intubações realizadas no ambiente pré-hospitalar.

Como o estudo foi realizado

– Esse foi um estudo de coorte observacional retrospectivo;

– 3.821 pacientes foram avaliados, mas apenas 3.632 foram incluídos no estudo;

– As principais indicações para a intubação foram: Glasgow < 8 e parada cardiorrespiratória.

Resultados

– O sucesso da IOT de primeira passagem no ambiente pré-hospitalar foi maior para a equipe aeromédica;

– A taxa de sucesso da intubação de primeira passagem realizada por médicos foi de 98,7%;

– O sucesso na primeira passagem com a laringoscopia direta foi de 98,7%;

– A videolaringoscopia foi responsável por um aumento de apenas 0,3% na taxa de sucesso dos médicos, que aumentou para 99%;

– 20% das intubações com laringoscopia direta em pacientes com parada cardiorrespiratória foram esofágicas, já com o videolaringoscópio essa taxa foi de 0.

Conclusão

O estudo mostra que o uso do videolaringoscópio não gerou alterações significativas sobre a taxa de sucesso da intubação realizada por médicos do serviço aeromédico. Entretanto, para as intubações realizadas em pacientes com parada cardiorrespiratória, a videolaringoscopia foi responsável por evitar intubações esofágicas.

Para mais detalhes sobre o estudo, clique no link abaixo:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35362731

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