Olá, laringoscopista.
O manejo das vias aéreas de pacientes politraumatizados muitas vezes é considerado um desafio para a equipe de atendimento pré-hospitalar.
A dificuldade é ainda maior quando se trata de pacientes pediátricos; os estudos apontam que esse manejo é cerca de 4x mais difícil.
Logo, é necessário avaliar a frequência e os fatores associados ao posicionamento do Tubo Orotraqueal (TOT) visando a uma maior segurança para o procedimento.
Nesse sentido, um estudo — Tracheal Tube Displacement after Emergency Intubation in Pediatric Trauma Patients: A Retrospective, Exploratory Study — publicado no Journal Children em fevereiro de 2022, avaliou a incidência do mau posicionamento do tubo orotraqueal em crianças submetidas à intubação.
O objetivo da pesquisa foi avaliar a frequência e os fatores associados ao mau posicionamento do tubo orotraqueal em crianças vítimas de trauma submetidas à intubação orotraqueal de emergência.
Como o estudo foi realizado?
– Esse foi um estudo de análise retrospectiva.
– 65 pacientes foram incluídos no estudo.
– Desse total, 59 foram intubados no ambiente pré-hospitalar.
– Todos os pacientes foram monitorados através da capnografia para a confirmação do posicionamento do tubo.
Resultados
– Houve um mau posicionamento do tubo em 17 pacientes, sendo que, em 8, ocorreu intubação endobrônquica.
– Ocorreu 1 caso de intubação esofágica.
– A necessidade de ressuscitação cardiopulmonar não alterou as taxas de deslocamento do TOT.
– Os fatores associados ao deslocamento do tubo foram idade, altura, peso e IMC.
– O baixo peso corporal se configurou como o principal fator de risco para o mau posicionamento do tubo.
– O mau posicionamento do tubo não foi associado a uma maior incidência de efeitos adversos nem alterou a taxa de mortalidade.
Conclusão
O principal achado do estudo foi a relação entre o baixo peso corpóreo de pacientes pediátricos e o posicionamento inadequado do tubo orotraqueal. Entretanto, o autor ratifica a necessidade de maiores estudos para comprovar este achado.
Para mais detalhes sobre o estudo, clique aqui.