Poucas emergências dependem tanto de um único fármaco aplicado na hora certa. A adrenalina na anafilaxia é a primeira e mais importante conduta — e o atraso em administrá-la ainda é a causa evitável de mortes.
Este guia objetivo reúne dose, via, local, quando repetir e os erros clássicos. O foco é agir em segundos, sem trocar o essencial pelo acessório.

Quando indicar a adrenalina na anafilaxia?
A anafilaxia é provável quando há acometimento agudo de dois sistemas (pele, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal) ou hipotensão após exposição a um alérgeno. A adrenalina na anafilaxia deve ser aplicada imediatamente, sem esperar exames.
Não existe contraindicação absoluta diante de uma reação grave. Hesitar é o erro mais perigoso, tema central da medicina de emergência.
Quais critérios confirmam a anafilaxia?
Início súbito com dois ou mais sistemas envolvidos, ou queda de pressão após contato com alérgeno conhecido. O diagnóstico é clínico, conforme a ASBAI.
Precisa aguardar exames?
Não. A triptase pode confirmar depois, mas nunca deve atrasar a adrenalina na anafilaxia.
Qual a dose e a via da adrenalina na anafilaxia?
A via correta é intramuscular, no vasto lateral da coxa, com adrenalina 1:1000. A tabela resume a adrenalina na anafilaxia:
| Parâmetro | Valor |
|---|---|
| Concentração | 1:1000 (1 mg/mL) |
| Dose adulto | 0,3–0,5 mg IM |
| Dose criança | 0,01 mg/kg (máx 0,3 mg) |
| Local | vasto lateral da coxa |
| Repetir | a cada 5–15 min se necessário |
Por que intramuscular e não subcutânea?
A via IM na coxa garante absorção mais rápida e previsível que a subcutânea. O bolus endovenoso de rotina é perigoso e reservado a contextos monitorados.
Quando repetir a dose?
Se não houver melhora em 5–15 minutos, repetir a adrenalina na anafilaxia. Casos refratários exigem infusão endovenosa titulada, em ambiente monitorizado da medicina intensiva.
O que fazer além da adrenalina na anafilaxia?
As medidas de suporte acompanham, mas não substituem o fármaco. A sequência prática:
- Aplicar a adrenalina IM imediatamente;
- Posicionar em decúbito com membros inferiores elevados;
- Ofertar oxigênio e garantir via aérea;
- Infundir cristaloide em caso de hipotensão;
- Observar por horas pelo risco de reação bifásica.
Corticoide e anti-histamínico servem de quê?
São adjuvantes, nunca primeira linha. Não revertem a obstrução de via aérea nem o choque, e confiar neles atrasa o tratamento que salva.
Por que monitorar a reação bifásica?
Porque os sintomas podem retornar horas depois, mesmo após melhora inicial. A observação prolongada evita alta precoce perigosa, cuidado afim ao manejo da dispneia aguda.
Erros comuns no uso da adrenalina na anafilaxia
As armadilhas mais frequentes:
- Atrasar a adrenalina enquanto se aplica anti-histamínico;
- Usar a via subcutânea em vez da intramuscular;
- Administrar bolus endovenoso fora de ambiente monitorado;
- Subestimar a dose por medo de efeitos adversos;
- Dar alta precoce, ignorando a reação bifásica.
O paciente deve sair com autoinjetor?
Sim, quando disponível, além de encaminhamento ao especialista. A orientação de uso do autoinjetor previne novas mortes por adrenalina na anafilaxia, como reforça a World Allergy Organization.
Perguntas frequentes sobre adrenalina na anafilaxia
As dúvidas mais comuns no plantão aparecem a seguir.
Existe dose máxima?
No adulto, cerca de 0,5 mg por aplicação IM, repetível conforme a resposta clínica.
Cardiopata pode receber?
Sim; o risco da anafilaxia não tratada supera o do fármaco, mesmo no cardiopata.
Anti-histamínico substitui a adrenalina?
Nunca. Ele alivia urticária e prurido, mas não trata o choque nem a via aérea.
Como reconhecer a piora?
Estridor, sibilância, hipotensão e rebaixamento indicam gravidade e necessidade de repetir a dose, como se vê na cardiologia da emergência.
Quanto tempo observar?
Horas, individualizando conforme gravidade e resposta, pelo risco bifásico.
Não hesite com a adrenalina na anafilaxia quando cada segundo conta
O atraso de minutos com a adrenalina na anafilaxia é o que separa a recuperação completa de uma parada evitável — e essa insegurança é uma dor real de quem atende urgências. Agir rápido e certo é o que protege o paciente.
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