Olá, laringoscopista.
A intubação orotraqueal (IOT) é um procedimento essencial para o suporte ventilatório de pacientes submetidos à anestesia geral ou pacientes graves em insuficiência respiratória.
No entanto, a IOT não é um procedimento isento de efeitos adversos, é comum que os pacientes relatem o surgimento de dor na garganta, rouquidão e tosse após a extubação.
Nesse sentido, um estudo – Impact of topical airway anesthesia on immediate postoperative cough/bucking: a systematic review and meta-analysis –, publicado no Brazilian Journal of Anesthesiology em fevereiro de 2023, comparou a eficácia da anestesia local das vias aéreas para a redução da tosse pós-extubação.
O objetivo do estudo foi avaliar a efetividade da aplicação de anestesia local das vias aéreas de pacientes submetidos à intubação orotraqueal em relação à diminuição da tosse pós-extubação.
Como o estudo foi realizado
– Esse foi um estudo de revisão sistemática e metanálise;
– 350 estudos foram avaliados, mas apenas 15 cumpriram os critérios de inclusão;
– Dois grupos foram formados: pacientes submetidos a anestesia local e pacientes submetidos ao placebo;
– O desfecho primário foi a incidência de tosse pós-extubação.
Resultados
– A análise agrupada encontrou uma redução de 45% na incidência de tosse após o tratamento com anestésico local das vias aéreas;
– A anestesia local não gerou alterações significativas em relação à redução do tempo para extubação;
– O NNT encontrado no estudo foi de 4,61.
Conclusão
O estudo evidenciou que a anestesia local das vias aéreas é uma opção útil para reduzir a tosse pós-extubação, mas não está associada à redução do tempo para a extubação. O autor aponta a necessidade de mais estudos para confirmar os achados.
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