Existe um tubo orotraqueal que previne pneumonia?

Paciente sendo intubado

Olá, laringoscopista. 

As infecções do trato respiratório apresentam uma alta incidência nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). 

O surgimento dessas infecções é maior naqueles pacientes que estão intubados e submetidos à ventilação mecânica.

Propõe-se que uma das causas para esse problema é a colonização bacteriana do tubo orotraqueal.

Nesse sentido, um estudo — Prevention of ventilator-associated pneumonia by noble metal coating of endotracheal tubes: a multi-center, randomized, double-blind study — publicado no Annals of Intensive Care em janeiro de 2022, avaliou o benefício do uso de tubos orotraqueais revestidos com ligas de metais nobres para a prevenção de pneumonia associada à ventilação.

O objetivo do estudo foi avaliar se o uso de tubos orotraqueais revestidos com ligas de metais nobres pode ser eficaz para a prevenção de pneumonia associada à ventilação.

Como o estudo foi realizado

– Esse foi um estudo de coorte prospectivo multicêntrico, randomizado e duplo-cego;

– 1250 pacientes foram avaliados, mas apenas 323 foram incluídos no estudo;

– Desse total, 168 formaram o grupo NMA e 155 formaram o grupo Controle; 

– Todos os pacientes foram tratados de acordo com a rotina clínica normal.

Resultados

– A incidência de pneumonia foi maior no grupo controle (11,6%);

– Houve um atraso maior entre a admissão do paciente e a ocorrência da pneumonia no grupo NMA;

– A colonização traqueal por bactérias foi de 30,2% para o grupo NMA e de 33,9% para o grupo controle;

– O tempo de permanência na UTI, a duração da ventilação mecânica e a necessidade de traqueostomia foram semelhantes entre os grupos;

– A mortalidade geral foi ligeiramente menor no grupo NMA, com uma diferença média de 1,5% em relação ao grupo controle.

Conclusão

O estudo evidencia que o revestimento dos tubos orotraqueais com ligas de metais nobres pode prevenir a pneumonia associada à ventilação. No entanto, o autor ratifica a necessidade de estudos maiores para confirmação deste achado.

Para mais detalhes sobre o estudo, clique no link abaixo:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34981245/

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