Olá, laringoscopista.
Nós sabemos que a intubação orotraqueal (IOT) é essencial para o manejo de pacientes críticos internados em unidades de terapia intensiva (UTI).
Um fator importante associado à evolução desses pacientes é a extubação planejada conforme a melhora clínica do doente.
Contudo, eventualmente ocorrem extubações acidentais (EA) por diversos motivos, o que está associado a eventos adversos e a um pior prognóstico para o paciente.
Nesse sentido, um estudo — Risk factors for reintubation and mortality among patients who had unplanned extubation — publicado no Nursing in Critical Care em janeiro de 2023, avaliou os fatores associados à extubação acidental de pacientes internados em unidades de terapia intensiva.
O objetivo do estudo
O objetivo do estudo foi avaliar os fatores de risco para a extubação não planejada, os desfechos e fatores prognósticos de pacientes intubados acidentalmente em unidades de terapia intensiva.
Como o estudo foi realizado?
- Esse foi um estudo de coorte retrospectiva;
- 392 estudos foram avaliados e cumpriram os critérios de inclusão;
- Os pacientes apresentaram uma pontuação média no escore APACHE II de 17 e o Glasgow médio foi de 10.
Os resultados
- Dentre os pacientes que sofreram EA, 205 (52,3%) foram reintubados em 48 horas e 75 (19,1%) faleceram durante a internação;
- Os principais fatores de risco associados à extubação não planejada foram: PEEP mais alta e um escore APACHE II elevado na admissão;
- Já os fatores relacionados com um pior prognóstico foram: alta FiO₂, hemoglobina baixa, cirrose hepática e câncer.
A conclusão
Portanto, o estudo aponta que a necessidade de uma PEEP alta e a pontuação no APACHE II elevada na admissão podem predizer o risco de uma extubação acidental. Além disso, foi relatado que uma alta FiO₂, baixa Hb, existência de cirrose hepática ou câncer aumentam o risco de um pior prognóstico.
Para mais detalhes sobre o estudo, clique no link abaixo:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35434930/