Olá, laringoscopista.
A intubação orotraqueal muitas vezes é condição “sine qua non” para o resgate de pacientes críticos.
No entanto, sabe-se que esse procedimento pode apresentar efeitos adversos, como a parada cardiorrespiratória (PCR), o que pode piorar o prognóstico do doente. Portanto, faz-se necessária a análise dos principais fatores de risco que podem levar o paciente a desenvolver esse desfecho durante a realização da IOT.
Nesse sentido, um estudo — Risk factors associated with peri-intubation cardiac arrest in the emergency department — publicado no American Journal of Emergency Medicine em junho de 2022, avaliou os fatores de risco para a parada cardiorrespiratória peri-intubação.
O objetivo do estudo foi identificar de forma abrangente os principais fatores clínicos que contribuem para o desenvolvimento da parada cardíaca durante a realização da intubação orotraqueal.
Como o estudo foi realizado
– Esse foi um estudo de análise retrospectiva;
– 6.983 pacientes foram analisados, dos quais 368 foram incluídos no estudo;
– Formaram-se dois grupos: grupo PCR (92 pacientes) e grupo controle (276 pacientes);
– Foi realizada uma comparação entre os fatores clínicos dos pacientes que desenvolveram a parada e dos que se mantiveram estáveis.
Resultados
Os principais fatores associados à parada cardiorrespiratória peri-intubação:
- Edema pulmonar cardiogênico como indicação da intubação;
- Pressão arterial sistólica < 90mmHg;
- Nível de lactato aumentado;
- índice de choque elevado.
Conclusão
Torna-se evidente que a presença de instabilidade hemodinâmica antes da realização da intubação orotraqueal contribui para a incidência de parada cardíaca peri-intubação. Entretanto, o autor aponta para a necessidade de mais estudos sobre o tema.
Para mais detalhes sobre o estudo, clique no link abaixo: