FeO2 e a incidência de dessaturação peri-intubação

Olá, laringoscopista. 

Uma das etapas da Intubação em Sequência Rápida (SRI) é a pré-oxigenação, que visa ao prolongamento do tempo seguro de apneia após a indução anestésica. Esta é condição “sine qua non” para que a SRI seja realizada com segurança, evitando, com isso, dessaturações durante o procedimento. Assim, discute-se atualmente sobre as principais formas de avaliar a efetividade da pré-oxigenação, com o objetivo de reduzir a incidência desse efeito adverso.

Nesse sentido, um estudo – Fraction of Expired Oxygen as a Measure of Preoxygenation Prior to Rapid Sequence Intubation in the Pediatric Emergency Department – publicado no The Journal of Emergency Medicine em julho de 2022, avaliou a relação entre a fração expirada de oxigênio e a incidência de dessaturações peri-intubação.

O objetivo do estudo foi investigar a fração expirada de oxigênio como medida para avaliar a pré-oxigenação e se ela apresenta relação com a incidência de dessaturações peri-intubações em um pronto-socorro pediátrico.

Como o estudo foi realizado

– Esse foi um estudo prospectivo observacional;

– 85 pacientes foram avaliados e incluídos no estudo;

– Todos os pacientes foram submetidos à intubação orotraqueal em sequência rápida;

– A fração expirada de oxigênio (FeO2) e a saturação periférica de O2 (SpO2) foram medidos em 4 momentos: antes e depois da pré-oxigenação; antes e depois da intubação.

Resultados

– A mediana da FeO2 e da SpO2 no início e no final da pré-oxigenação foi de 90% e 100%, respectivamente;

– Houve dessaturação em 11 pacientes, os quais apresentaram FeO2 < 90% no início da intubação e SpO2 média de 100%;

– Os pacientes que não apresentaram episódios de dessaturação mantiveram a FeO2 > 90% em média.

Conclusão 

Torna-se evidente que a medida da fração expirada de oxigênio durante a intubação de sequência rápida pode ser uma métrica segura de uma pré-oxigenação adequada, reduzindo, assim, a incidência de dessaturações peri-intubação.

Para mais detalhes sobre o estudo, clique no link abaixo:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35933262

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