Impacto de caixas de aerossol para a intubação orotraqueal

Paciente prestes a ser intubado por médico

Olá, laringoscopista. 

A pandemia causada pelo novo coronavírus, doença de fácil contágio, foi responsável por promover diversas mudanças no cuidado do paciente crítico. Dessa forma, a intubação orotraqueal (IOT) foi um dos procedimentos que passou por modificações visando à redução da contaminação da equipe hospitalar.

Entretanto, o impacto de algumas mudanças, como o uso de caixas para a proteção de aerossóis durante a IOT, ainda não foi plenamente avaliado. Nesse sentido, um estudo — Evaluation of the conventional and modified aerosol boxes during tracheal intubation in normal and difficult airways: a randomized, crossover, manikin simulation study — publicado no Journal of Clinical Monitoring and Computing em janeiro de 2022, avaliou o resultado do uso de caixas de aerossol para a realização da intubação de pacientes.

O objetivo do estudo foi analisar o impacto do uso de caixas de aerossol convencionais e modificadas para a realização da intubação orotraqueal sobre o tempo do procedimento, o sucesso da primeira passagem e a distância entre a boca do laringoscopista e a boca do paciente. Isso em pacientes simulados como via aérea normal e via aérea difícil.

Como o estudo foi realizado 

– Este foi um estudo randomizado, cruzado, de simulação em manequim;

– 18 anestesistas participaram do estudo para a realização da laringoscopia convencional e da videolaringoscopia;

– Foram usados dois modelos de caixa de aerossol, a convencional e modificada; 

– Cada anestesista realizou 24 intubações.

Resultados

– A caixa de aerossol modificada levou a um menor tempo para a intubação quando comparada com a caixa convencional, sobretudo para via aérea difícil; 

– Não houve diferença significativa em relação ao tempo para a IOT usando a caixa modificada ou não usando caixa de aerossol;

– As caixas de aerossol — convencionais ou modificadas — aumentaram a distância entre a boca do laringoscopista e a boca do paciente;

– O uso de videolaringoscópio — McGrath e C-Mac — para a intubação de via aérea normal com a caixa convencional foi responsável por aumentar o tempo para a IOT;

– O videolaringoscópio Pentax-AWS foi responsável por reduzir o tempo para a intubação em todas as simulações.

Conclusão

Torna-se evidente que o uso da caixa de aerossol modificada para a realização da intubação orotraqueal não alterou o tempo necessário para o procedimento, mesmo em casos de via aérea difícil. Para mais detalhes sobre o estudo, clique no link abaixo:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35059912

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