Intubação naso ou orotraqueal na UTI?

Profissional praticando intubação com manequim

Olá, laringoscopista. 

Nós sabemos que na maioria das vezes os pacientes críticos internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) necessitam de suporte ventilatório invasivo.

Contudo, avalia-se hoje qual método para a manutenção da via aérea –- intubação orotraqueal ou nasotraqueal — é mais eficaz e está associado a um melhor prognóstico para o paciente.

Nesse sentido, um estudo — Comparison of nasotracheal versus orotracheal intubation for sedation, assisted spontaneous breathing, mobilization, and outcome in critically ill patients: an exploratory retrospective analysis — publicado no Scientific Reports em agosto de 2023, comparou a eficácia da intubação nasotraqueal com a orotraqueal para pacientes graves em UTI.

O objetivo do estudo foi comparar a efetividade da intubação nasotraqueal com a orotraqueal para pacientes graves internados em unidades de terapia intensiva com necessidade de ventilação mecânica invasiva.

Como o estudo foi realizado 

– Esse foi um estudo de coorte exploratório retrospectivo, unicêntrico;

– Foram avaliados e incluídos no estudo um total de 1.209 pacientes;

– Do total, foram-se 2 grupos: grupo orotraqueal (988 pacientes) e grupo nasotraqueal (221 pacientes);

– Todos os pacientes permaneceram em ventilação mecânica por mais de 48 horas.

– O desfecho primário foi o RASS entre 0 a -1 no 1º ao 3º dia de intubação.

Resultados

– O escore de RASS entre 0 a -1 foi observado em maior proporção nos pacientes do grupo nasotraqueal do 1º ao 3º dia de intubação;

– O grupo da intubação nasotraqueal apresentou maior proporção de respiração espontânea do 1º ao 7º dia;

– O uso de sedativos e vasopressores foi menor no grupo nasotraqueal quando comparado ao grupo orotraqueal;

– A intubação orotraqueal foi um preditor independente de mortalidade;

– Nenhuma diferença na taxa de traqueostomia foi encontrada entre os grupos.

Conclusão

O estudo mostra que a intubação nasotraqueal em pacientes internados em unidades de terapia intensiva pode proporcionar melhores resultados clínicos quando comparada à intubação orotraqueal. Contudo, o autor aponta a necessidade de mais estudos para confirmar os achados.

Para mais detalhes sobre o estudo, clique no link abaixo:

https://www.nature.com/articles/s41598-023-39768-1#Sec12

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