Olá, laringoscopista.
O sucesso na intubação orotraqueal depende de uma série de fatores, sendo um deles a movimentação do pescoço do paciente.
Contudo, em pacientes imobilizados com o uso de colar cervical, a visão glótica pode ser comprometida, mesmo em uso de videolaringoscópios.
Nesse sentido, um estudo — A novel technique of handling the blade for videolaryngoscopy intubation in patients with a semi-rigid neck collar: a prospective randomized controlled trial —, publicado no Korean Journal of Anesthesiology em março de 2023, comparou a técnica de deslizamento com a convencional para a intubação orotraqueal de pacientes com colar cervical.
O objetivo do estudo foi comparar a intubação orotraqueal com videolaringoscópio usando a técnica de deslizar a lâmina sobre a glote com a técnica convencional em pacientes imobilizados com colar cervical.
Como o estudo foi realizado?
– Esse foi um estudo prospectivo randomizado;
– 176 pacientes foram incluídos no estudo;
– Os pacientes foram divididos em dois grupos de acordo com a colocação da lâmina do videolaringoscópio McGrath: o grupo deslizante e o convencional;
– A pontuação da porcentagem de abertura glótica (POGO) foi o desfecho primário.
Resultados
– Os escores POGO foram maiores no grupo deslizamento que no grupo convencional;
– O tempo para atingir a visão glótica ideal para intubação e a duração da intubação também foram menores no grupo deslizamento;
– A facilidade e a satisfação para realizar a intubação foram significativamente melhores no grupo deslizante do que no grupo convencional.
Conclusão
O estudo demonstrou que a visão glótica foi superior e a intubação foi mais favorável quando a ponta da lâmina foi colocada sob a epiglote em pacientes imobilizados com colar cervical.
Para mais detalhes sobre o estudo, clique no link abaixo: