Manejo da via aérea durante a parada cardiorrespiratória de pacientes pediátricos

Intubação orotraqueal em manequim pediátrico

Olá, laringoscopista. 

A parada cardiorrespiratória (PCR) é um evento de difícil manejo, sobretudo quando ocorre em pacientes pediátricos. A conduta básica consiste na realização da massagem cardíaca e da ventilação do paciente, que pode ser realizada através de diversos métodos. Entretanto, ainda não há um consenso sobre o método mais efetivo para a realização da ventilação durante a ressuscitação cardiopulmonar (RCP).

Nesse sentido, um estudo — Endotracheal intubation versus supraglottic procedure in paediatric out-of-hospital cardiac arrest: a registry-based study — publicado no Journal Resuscitation em novembro de 2021, avaliou a eficácia da Intubação e de dispositivos supraglóticos no manejo da parada cardiorrespiratória de pacientes pediátricos.

O objetivo do estudo foi avaliar o impacto das estratégias de gerenciamento das vias aéreas — intubação orotraqueal e dispositivos supraglóticos — durante a ressuscitação cardiopulmonar de pacientes pediátricos em parada cardíaca.

Como o estudo foi realizado 

– Esse foi um estudo retrospectivo, observacional e multicêntrico realizado na França;

– 1579 pacientes cumpriram todos os critérios de inclusão;

– Do total, 1355 pacientes foram intubados e 224 receberam dispositivos supraglóticos; 

– O tempo médio para a chegada do suporte avançado de vida foi de 20,2 minutos.

Resultados

– A sobrevida em 30 dias foi de 7,7% para o grupo intubação e de 14,3% para o grupo supraglótico; 

– O retorno à circulação espontânea (ROSC) foi maior para o grupo intubação (30,5%) quando comparado com o grupo supraglótico (23,2%);

– A taxa do desfecho neurológico favorável foi de 4,6% para os pacientes intubados e de 11,1% para os pacientes que receberam dispositivos supraglóticos;

– Houve aspiração pulmonar em 32,5% dos pacientes intubados e em 3,6% dos pacientes com dispositivos supraglóticos.

Conclusão 

Torna-se evidente que a intubação orotraqueal durante o manejo da parada cardiorrespiratória de pacientes pediátricos foi associada a um pior prognóstico. O autor ratifica a necessidade de mais estudos para a confirmação dos achados.

Para mais detalhes sobre o estudo, clique no link abaixo:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34418479

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe este post:

Posts relacionados

Sem mais posts para mostrar