O delirium é um dos eventos mais subdiagnosticados e mais graves da terapia intensiva, associado a mais mortalidade e sequela cognitiva. O manejo do delirium na UTI falha quando se trata só a agitação com sedativos — muitas vezes piorando o quadro.
Este guia objetivo organiza prevenção, rastreio e tratamento. O foco é reduzir o delirium, não apenas mascará-lo.

Por que o manejo do delirium na UTI é prioridade?
O delirium prolonga a ventilação, a internação e piora desfechos cognitivos. O manejo do delirium na UTI começa antes do quadro instalado, com prevenção sistemática.
A maior parte é hipoativa e passa despercebida sem rastreio ativo. Essa vigilância é competência central da medicina intensiva.
Qual o tipo mais comum?
O delirium hipoativo, silencioso, é o mais frequente e o mais negligenciado — daí a importância do rastreio no manejo do delirium na UTI.
Como rastrear à beira do leito?
Com ferramentas validadas como o CAM-ICU ou o ICDSC, aplicadas rotineiramente, recomendadas pela AMIB.
Como prevenir no manejo do delirium na UTI?
A prevenção segue o bundle ABCDEF, mais eficaz que qualquer fármaco. A tabela resume o manejo do delirium na UTI:
| Elemento | Ação |
|---|---|
| Dor | avaliar e tratar adequadamente |
| Sedação | minimizar; evitar benzodiazepínicos |
| Despertar | interrupção diária e teste de respiração |
| Mobilização | precoce, assim que possível |
| Família e sono | envolver e preservar o ciclo dia-noite |
Por que evitar benzodiazepínicos?
Porque precipitam e prolongam o delirium. Preferem-se propofol ou dexmedetomidina quando a sedação é necessária, reduzindo o gatilho farmacológico.
Qual o papel da mobilização precoce?
A mobilização e a interrupção diária da sedação reduzem a duração do delirium e do tempo de ventilação, pilares do bundle.
Como tratar no manejo do delirium na UTI?
O tratamento começa pela causa. Um roteiro prático:
- Rastrear com CAM-ICU em todos os turnos;
- Buscar e corrigir causas (hipóxia, sepse, fármacos, dor);
- Retirar benzodiazepínicos e revisar a polifarmácia;
- Reforçar medidas não farmacológicas e o sono;
- Reservar antipsicótico à agitação que ameaça a segurança.
Antipsicótico reduz o delirium?
Não encurta a duração, mas controla a agitação perigosa. Haloperidol e quetiapina são opções sintomáticas, com atenção ao QT, ponto afim à psiquiatria.
Quando usar dexmedetomidina?
Na agitação que impede a extubação, a dexmedetomidina ajuda a manter o paciente calmo e cooperativo, conforme diretrizes da SCCM.

Erros comuns no manejo do delirium na UTI
As armadilhas mais frequentes:
- Sedar a agitação com benzodiazepínico;
- Não rastrear o delirium hipoativo;
- Ignorar causas reversíveis (dor, hipóxia, fármacos);
- Confiar só em antipsicótico como se “tratasse” o delirium;
- Esquecer mobilização, sono e presença da família.
A revisão de fármacos importa?
Muito; medicações anticolinérgicas e sedativas contribuem, tema afim ao manejo da polifarmácia no paciente grave.
Perguntas frequentes sobre manejo do delirium na UTI
As dúvidas mais comuns aparecem a seguir.
Delirium é o mesmo que demência?
Não; o delirium é agudo e flutuante, muitas vezes reversível, e exige segurança diagnóstica.
Antipsicótico previne delirium?
Não há evidência de prevenção; o pilar é o bundle não farmacológico.
Benzodiazepínico nunca entra?
Sim entra na abstinência alcoólica; fora disso, deve ser evitado, como no desmame planejado.
Como envolver a família?
Presença, orientação temporal e objetos familiares ajudam a reduzir o delirium.
O delirium deixa sequela?
Pode deixar déficit cognitivo, reforçando a importância da prevenção no manejo do delirium na UTI.
Priorize o manejo do delirium na UTI antes que ele se instale
Tratar delirium só com sedativo é trocar um problema por outro pior — e essa insegurança é uma dor real de quem trabalha na terapia intensiva. O manejo do delirium na UTI estruturado reduz mortalidade e sequela.
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