Olá, laringoscopista.
O surgimento do novo coronavírus foi responsável por aumentar de forma exponencial o número de pacientes que necessitam de intubação orotraqueal (IOT).
Sendo assim, buscam-se tratamentos adjuvantes para evitar a progressão da doença e, com isso, evitar a necessidade de procedimentos invasivos.
Entretanto, ainda não há um consenso sobre os procedimentos efetivos na melhora do prognóstico do doente internado com COVID-19.
Nesse sentido, um estudo – Effect of Prone Positioning on Clinical Outcomes of Non-Intubated Subjects with COVID-19: A Comparative Systematic Review and Meta-Analysis – publicado no Respiratory Care em novembro de 2021, avaliou o resultado do posicionamento prona para pacientes com hipóxia causada pelo novo coronavírus.
O objetivo do estudo foi avaliar o resultado do posicionamento prona sobre os resultados clínicos de pacientes internados com hipóxia causada pela COVID-19. Os desfechos primários foram a necessidade de intubação orotraqueal e a taxa de mortalidade.
Como o estudo foi realizado
– Esse foi um estudo de revisão sistemática e meta-análise;
– 1.048 estudos foram avaliados, mas apenas 14 cumpriram todos os critérios de inclusão;
– Assim, um total de 3324 pacientes foram incluídos na análise, 1495 formaram o grupo do posicionamento prona e 1829 formaram o grupo controle.
Resultados
– De modo geral, a necessidade de intubação orotraqueal foi semelhante entre os grupos;
– A taxa de mortalidade foi de 17,9% para o grupo prona e de 25,7% para o grupo controle;
– Não houve diferença significativa em relação ao tempo de internação entre os grupos.
Conclusão
Torna-se evidente que o posicionamento prona tem o potencial de reduzir a taxa de mortalidade intra-hospitalar de pacientes com hipóxia por COVID-19. Entretanto, o autor afirma que mais estudos padronizados são necessários para a formação de um protocolo padrão.
Para mais detalhes sobre o estudo, clique aqui.