Preditor HEAVEN e o sucesso na primeira passagem na intubação orotraqueal

Intubação orotraqueal em paciente

Olá, laringoscopista. 

Inúmeros fatores, anatômicos e fisiológicos, podem estar associados com sucesso da intubação orotraqueal (IOT). Com isso, preditores de via aérea difícil, como o HEAVEN e o LEMON, foram criados para auxiliar os médicos que realizam o procedimento. Entretanto, ainda não há um estudo avaliando o impacto desses preditores no cenário de emergência.

Nesse sentido, um estudo — Use of HEAVEN criteria for predicting difficult intubation in the emergency department — publicado no Clinical and Experimental Emergency Medicine em março de 2022, avaliou a associação entre os critérios HEAVEN e a dificuldade de intubação.

O objetivo do estudo foi avaliar a relação entre os critérios HEAVEN e as dificuldades na intubação orotraqueal com base na predição de casos de via aérea difícil e no sucesso da primeira passagem.

Como o estudo foi realizado 

– Esse foi um estudo transversal prospectivo;

– 174 pacientes cumpriram todos os critérios de inclusão;

– A maioria dos pacientes foi classificada como Cormack-Lehane grau 1 (39,1%) e 2 (40,8%).

Resultados

– O sucesso na primeira passagem em pacientes com qualquer critério HEAVEN positivo foi menos provável em comparação com pacientes sem qualquer critério;

– O critério de alterações anatômicas positivo resultou em 86,8% menos chance para o sucesso na primeira passagem;

– Alguns critérios foram associados a maiores chances de haver via aérea difícil:

– Extremos de tamanho: 2,97 vezes;

– Alterações anatômicas:4,53 vezes;

– Presença de vômito, sangue e fluidos: 4,65 vezes.

– Mobilidade do pescoço limitada: 3,79 vezes;

– A hipoxemia e a presença de vômito/sangue/fluidos foram associados a complicações na intubação.

Conclusão 

O estudo ratifica a ideia de que os critérios HEAVEN podem realizar a previsão de vias aéreas difíceis. Além disso, o critério de alterações anatômicas foi associado com a previsão do sucesso da primeira passagem da intubação.

Para mais detalhes sobre o estudo, clique no link abaixo:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35354232

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