USG para confirmar o posicionamento do tubo

Médico fazendo intubação

Olá, laringoscopista. 

A confirmação da posição do Tubo Orotraqueal (TOT) após a intubação de um paciente é essencial para avaliar o sucesso do procedimento.

Entretanto, os métodos usuais para essa confirmação podem ser imprecisos ou levar ao conhecimento tardio, prejudicando o prognóstico do doente.

Sendo assim, discute-se sobre a efetividade do ultrassom à beira-leito para identificar a posição do TOT de forma rápida e efetiva.

Nesse sentido, um estudo — Diagnostic accuracy of ultrasound to confirm endotracheal tube depth — publicado no American Journal of Emergency Medicine de 2022 avaliou a eficácia do ultrassom à beira leito para a identificação do posicionamento do tubo orotraqueal.

O objetivo do estudo foi avaliar a precisão diagnóstica do ultrassom à beira-leito na identificação do posicionamento do tubo orotraqueal de pacientes intubados. 

Como o estudo foi realizado? 

– Esse foi um estudo prospectivo randomizado;

– 3 cadáveres foram intubados com uma sequência aleatória para o posicionamento do tubo orotraqueal;

– Os posicionamentos possíveis eram: TOT alto (imediatamente abaixo das cordas vocais); TOT médio (2cm acima da carina); TOT profundo (na carina);

– 7 ultrassonografistas cegos realizaram o exame para a identificação com um ultrassom à beira leito.

Resultados

– No tubo em posição alta: sensibilidade de 82,5% e especificidade de 92,3%, com um tempo médio de 15,3 segundos até a localização;

– Já para o tubo em posição média, a sensibilidade foi de 83,8% e a especificidade foi de 92,3%, com um tempo de 16,7 segundos até a identificação;

– Para o tubo inserido profundamente: a sensibilidade foi de 88% com especificidade de 92,2%, porém com um tempo maior até a localização (19 segundos).

Conclusão

Torna-se evidente que o ultrassom à beira-leito pode apresentar uma boa precisão para confirmar o posicionamento do tubo orotraqueal em pacientes intubados. Contudo, esse estudo foi realizado com cadáveres, sendo necessários mais estudos com pacientes vivos para confirmar os achados.

Para mais detalhes sobre o estudo, clique no link abaixo:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36201973/

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