Veja a relação entre etomidato e infecções secundárias na IOT

Intubação orotraqueal em paciente

Olá, laringoscopista. 

A indução anestésica para a intubação orotraqueal na maioria das vezes se dá através do uso de hipnóticos.  Assim, dentre os hipnóticos nós temos o etomidato, que parece ser a droga de escolha para pacientes instáveis hemodinamicamente, uma vez que ele é cardioestável.

Entretanto, há uma discussão sobre a possibilidade de uma supressão adrenal subsequente ao uso da droga, o que pode gerar efeitos adversos para o paciente.

Nesse sentido, um estudo — Etomidate Use for Rapid Sequence Intubation Is Not Associated With Nosocomial Infection — publicado no Journal of Pharmacy Practice em junho de 2022, avaliou a relação entre o uso de etomidato e o surgimento de infecções secundárias.

O objetivo do estudo foi avaliar a existência de uma relação direta entre o uso de etomidato e uma maior incidência de infecções secundárias em pacientes submetidos à intubação orotraqueal.

Como o estudo foi realizado 

– Esse foi um estudo de coorte retrospectiva;

– 434 pacientes foram avaliados, dos quais 129 cumpriram todos os critérios de inclusão;

– Formaram-se dois grupos: grupo etomidato (94 pacientes) e grupo controle (35 pacientes);

– Os pacientes do grupo controle receberam cetamina, propofol ou nenhum hipnótico;

– O desfecho primário foi a incidência de infecções secundárias.

Resultados

– A incidência de infecção secundária foi de 38,7% no grupo etomidato e de 28,6% no grupo controle, porém não foi estatisticamente significativo (valor p = 0,45);

– O grupo etomidato também teve uma incidência maior de bacteremia, mas também não relevante estatisticamente;

– A permanência hospitalar foi maior no grupo controle;

– O tempo intra-UTI também foi maior no grupo controle.

Conclusão

O estudo não evidenciou uma relação direta entre o uso de etomidato e uma maior incidência de infecção secundária. Entretanto, o autor aponta a necessidade de mais estudos para confirmar os achados.

Para mais detalhes sobre o estudo, clique no link abaixo:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33302788

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