Veja as alterações da pressão arterial na intubação

Intubação orotraqueal em manequim

Olá, laringoscopista. 

Nós sabemos que a intubação orotraqueal (IOT) não é um procedimento isento de efeitos adversos, que podem piorar o prognóstico do paciente.  

Uma das complicações mais frequentes da IOT é a hipotensão pós-intubação, que pode ser precipitada pelo uso de determinadas drogas.

Entretanto, há uma discussão sobre a existência de fatores clínicos que contribuem para a variação da pressão arterial do paciente durante o procedimento.

Nesse sentido, um estudo —  Temporal changes in blood pressure following prehospital rapid sequence intubation  publicado no Emergency Medicine Journal em junho de 2022, avaliou as alterações da pressão arterial sistólica em pacientes submetidos a intubação orotraqueal pré-hospitalar.

O objetivo do estudo foi avaliar as alterações da pressão arterial sistólica (PAs) no momento peri-intubação em pacientes submetidos à intubação orotraqueal no ambiente pré-hospitalar. 

Como o estudo foi realizado? 

– Esse foi um estudo de coorte retrospectiva;

– Um total de 8.613 pacientes intubados foram analisados;

– A pressão arterial foi aferida 5 vezes em média;

– Os pacientes foram classificados de acordo com o índice de choque em baixo ou alto índice;

– O índice de choque foi calculado através da razão entre a frequência cardíaca e a pressão arterial sistólica.

Resultados

– Houve um aumento transitório da PAs em 3,4 mmHg seguido pelo retorno à linha de base após 5 minutos da intubação nos pacientes com baixo índice de choque;

– Não houve aumento da PAs nos pacientes classificados em alto índice de choque;

– Em toda a coorte, a PAs reduziu 7,1 mmHg após a intubação quando comparada à aferição inicial.

Conclusão

O estudo evidencia que as alterações da pressão arterial sistólica reduz após a intubação, mas que há uma variação peri-intubação de acordo com o índice de choque do paciente, havendo um aumento transitório nos pacientes em baixo índice e uma redução nos pacientes em alto índice.

Para mais detalhes sobre o estudo, clique no link abaixo:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34272210

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