Olá, laringoscopista.
A intubação orotraqueal (IOT) é um procedimento essencial para o resgate das vias aéreas de pacientes em insuficiência respiratória grave. Mas o manejo das vias aéreas está relacionado também com a extubação, momento em que pode o paciente pode evoluir com insuficiência respiratória.
No entanto, ainda não está claro quais são as melhores formas de prevenção e manejo da insuficiência pós-intubação com objetivo de evitar a reintubação. Nesse sentido, um estudo — Noninvasive respiratory support after extubation: a systematic review and network meta-analysis — publicado no European Respiratory Review em abril de 2023, comparou o impacto de técnicas de ventilação não invasiva sobre a necessidade de reintubação de pacientes na UTI.
O objetivo do estudo foi comparar o impacto de técnicas de ventilação não invasiva na necessidade de reintubação de pacientes com insuficiência respiratória pós-extubação internados em unidades de terapia intensiva.
Como o estudo foi realizado
– Esse foi um estudo de revisão sistemática e meta-análise;
– 32 ensaios clínicos randomizados foram analisados (n = 5.063 pacientes);
– Isso resultou na análise de 5.063 pacientes;
– O desfecho primário foi a necessidade de reintubação por insuficiência respiratória.
Resultados
– As técnicas de suporte ventilatório não invasivo reduziram a necessidade de reintubação quando comparadas com a oxigenoterapia convencional;
– Em pacientes de baixo risco ou hipoxêmicos, o suporte não invasivo profilático não impediu a falha na extubação;
– A VNI reduziu a internação e mortalidade intra-hospitalar, porém aumentou o desconforto respiratório.
Conclusão
O estudo apontou que as técnicas de ventilação não invasiva — cateter de alto fluxo e ventilação não invasiva com pressão positiva contínua — profilática podem reduzir a taxa de insuficiência respiratória pós-extubação em pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva. Para mais detalhes sobre o estudo, clique aqui.