Dispositivos supraglóticos no atendimento pré-hospitalar

máscara laríngea

Olá, laringoscopista.

O manejo das vias aéreas de emergência em pacientes no atendimento pré-hospitalar ainda gera dúvidas.

Questiona-se se a intubação orotraqueal (IOT) deve ser a primeira opção, levando-se em conta o tempo do procedimento, a taxa de sucesso e os efeitos adversos.

Assim, os Dispositivos Supraglóticos (DSG) podem ser uma alternativa eficaz, já que podem ser mais rápidos e oferecem menos efeitos colaterais.

Nesse sentido, um estudo — Medication-Facilitated Advanced Airway Management with First-Line Use of a Supraglottic Device – A One-Year Quality Assurance Review — publicado no Prehospital and Disaster Medicine em agosto de 2022, avaliou a taxa de sucesso com o uso de dispositivos supraglóticos para o manejo das vias aéreas de pacientes no ambiente pré-hospitalar.

Objetivo do estudo

O objetivo do estudo foi avaliar a taxa de sucesso na primeira passagem com o uso de dispositivos supraglóticos para o manejo das vias aéreas de pacientes no ambiente pré-hospitalar.

Como o estudo foi realizado?

  • Esse foi um estudo de revisão de garantia de qualidade de um protocolo (ACFR, Flórida) para o manejo das vias aéreas.
  • O protocolo definiu o uso de dispositivos supraglóticos como primeira opção para o manejo das vias aéreas de pacientes no ambiente extra-hospitalar.
  • 33 tentativas de via aérea avançada foram avaliadas.
  • Os procedimentos eram realizados com o uso de cetamina (1 a 2 mg/kg) nas duas primeiras tentativas.
  • Se houvesse uma terceira tentativa, poderia ser feito o uso de rocurônio (1,5 mg/kg).

Resultados

  • O sucesso na primeira passagem foi de 87,5% para os dispositivos supraglóticos.
  • Não houve nenhum caso de falha nos dispositivos supraglóticos.
  • Uma segunda tentativa com os DSG foi necessária em apenas 3 pacientes.
  • Todos os pacientes sobreviveram até a admissão hospitalar, e a taxa de sobrevivência até a alta hospitalar foi de 65%.
  • Em 9 pacientes, a intubação foi a primeira escolha, e a taxa de sucesso na primeira passagem foi de 44,4%.

Conclusão

Portanto, torna-se evidente que o uso de dispositivos supraglóticos para o manejo das vias aéreas no ambiente pré-hospitalar é eficaz e apresenta uma elevada taxa de sucesso na primeira passagem.

Para mais detalhes sobre o estudo, clique aqui!

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