Glasgow modificado como critério para extubação

Olá, laringoscopista.

A intubação orotraqueal (IOT) muitas vezes é indicada para manter a patência da via aérea e a ventilação de pacientes com Escala de Coma de Glasgow (ECG) < 8.

Contudo, sabemos que o tempo de permanência do paciente em ventilação mecânica invasiva (VMI) é um indicativo de mau prognóstico.

Assim, avaliam-se critérios alternativos para guiar uma extubação precoce segura e, com isso, reduzir a taxa de morbimortalidade associada à VMI.

O estudo

Nesse sentido, um estudo — Application of improved Glasgow coma scale score as switching point for sequential invasive-noninvasive mechanical ventilation on chronic obstructive pulmonary disease (COPD) with respiratory failure — publicado no Journal Medicine (Baltimore) em novembro de 2022, avaliou a eficácia de usar a Escala de Coma de Glasgow como critério para guiar a extubação de pacientes em insuficiência respiratória por DPOC.

O objetivo do estudo foi avaliar a eficácia e a viabilidade de usar a Escala de Coma de Glasgow como critério para extubar pacientes com insuficiência respiratória por DPOC e submetê-los à ventilação mecânica não invasiva (VNI).

Como o estudo foi realizado?

  • O estudo foi um ensaio clínico randomizado;
  • 296 pacientes foram incluídos e randomizados em 2 grupos;
  • No grupo A, os pacientes foram extubados e submetidos à VNI quando a ECG atingiu 13 pontos.
  • No grupo B, os pacientes foram extubados e colocados em VNI apenas quando a ECG atingiu 15 pontos.

Resultados

  • Não houve alteração significativa entre os grupos em relação à pressão arterial média, SpO₂, PaO₂ e PaCO₂ antes da extubação e até 3 horas após o início da VNI;
  • O grupo A apresentou menor tempo de internação e menor necessidade de VMI em comparação ao grupo B;
  • A incidência de pneumonia associada à VMI foi menor no grupo A;
  • A necessidade de reintubação foi semelhante entre os grupos.

Conclusão

O estudo sugere que o uso da Escala de Coma de Glasgow modificada como critério para a extubação do paciente está associado a(à):

  • menor tempo de internação;
  • menor tempo de ventilação mecânica invasiva;
  • redução na incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica invasiva em pacientes com insuficiência respiratória por DPOC.

Acesse o estudo completo no PubMed,

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