Intubação orotraqueal é benéfica na hipertensão pulmonar?

Médico realizando intubação orotraqueal em paciente

Olá, laringoscopista. 

A intubação orotraqueal (IOT) de pacientes em insuficiência respiratória na emergência geralmente é um procedimento necessário para compensar o quadro.

Contudo, para pacientes com hipertensão pulmonar (HP), o benefício da IOT ainda não está totalmente claro, visto que há um aumento da mortalidade.

Assim, discute-se sobre as principais complicações pós-intubação em um paciente com HP com o objetivo de intervir precocemente e, assim, impedir a piora do desfecho clínico.

Nesse sentido, um estudo — Outcomes and Prognostic Factors of Pulmonary Hypertension Patients Undergoing Emergent Endotracheal Intubation — publicado no Journal of Intensive Care Medicine em janeiro de 2023, avaliou o impacto da intubação orotraqueal sobre o desfecho de pacientes com hipertensão pulmonar.

O objetivo do estudo foi avaliar se a intubação orotraqueal de emergência para pacientes com hipertensão pulmonar está associada à redução da mortalidade e analisar as principais complicações no pós-intubação.

Como o estudo foi realizado? 

– Esse foi um estudo de coorte retrospectivo;

– 158 pacientes que necessitam de intubação orotraqueal foram incluídos na análise, sendo 48 com hipertensão pulmonar e 110 sem HP;

– O desfecho primário foi a taxa de mortalidade em 24 horas após a intubação.

Resultados

– A intubação de pacientes com HP foi associada ao aumento da mortalidade intra-hospitalar;

– A incidência de complicações, mais frequentemente a lesão renal aguda, foi maior em pacientes com HP intubados (43,5%) que nos HP não intubados (19,8%);

– Os pacientes com HP intubados precisaram de doses mais altas de noradrenalina no período pós-intubação;

– A relação PaO2/FiO2 foi menor nos pacientes HP intubados e o aumento da PaCO2 pós-intubação foi relacionado ao aumento da mortalidade.

Conclusão 

O estudo aponta que a intubação orotraqueal de pacientes com hipertensão pulmonar na emergência está associada a desfechos negativos. O autor aponta que as primeiras 24 horas após a intubação é o período de maior vulnerabilidade e intervenções precoces podem melhorar a sobrevida dessa população.

Para mais detalhes sobre o estudo, clique no link abaixo:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35934945

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