Qual o melhor momento para a IOT de pacientes com COVID-19?

Intubação orotraqueal em paciente

Olá, laringoscopista. 

Nós sabemos que o novo coronavírus muitas vezes evolui para quadros de insuficiência respiratória, requerendo o manejo imediato dos pacientes.

E a intubação orotraqueal (IOT) é um procedimento “sine qua non” para o manejo desses pacientes, para evitar a progressão para a hipóxia.

No entanto, o momento ideal — precoce ou tardio — para a intubação desses doentes permanece incerto.

Nesse sentido, um estudo — Outcome in early vs late intubation among COVID‑19 patients with acute respiratory distress syndrome: an updated systematic review and meta‑analysis — publicado no Scientific Reports em dezembro de 2022 avaliou a influência do momento da intubação — precoce ou tardia — sobre o prognóstico de pacientes com COVID-19.

O objetivo do estudo foi avaliar a influência do momento da intubação orotraqueal — precoce x tardia — sobre o prognóstico de pacientes com insuficiência respiratória aguda por COVID-19.

Como o estudo foi realizado 

– Esse foi um estudo de revisão sistemática e meta-análise;

– 1.887 estudos foram avaliados, mas apenas 20 foram incluídos na análise;

– Todos os estudos foram submetidos a análises de qualidade;

– O desfecho primário foi a mortalidade intra-hospitalar.

Resultados

– A intubação precoce está relacionada à redução de 24% do risco relativo de mortalidade intra-hospitalar e de 31% da incidência de complicações intra-hospitalares;

– O tempo de internação em UTI foi reduzido com a intubação precoce;

– A duração da ventilação mecânica foi alterada na IOT precoce de acordo com a carga da doença: aumento de 1,58 dias para baixa carga de doença e redução de 2,12 dias para alta carga da doença;

– Outros desfechos — lesão renal aguda, lesão cardíaca aguda, sepse associada a infecção de cateter, sangramento, ressuscitação cardiorrespiratória — não foram significativamente diferentes.

Conclusão

O estudo aponta que a intubação orotraqueal precoce pode trazer benefícios no tratamento de pacientes com insuficiência respiratória aguda por COVID-19. Contudo, os autores apontam que mais estudos são necessários para confirmar esses achados.

Para mais detalhes sobre o estudo, clique no link abaixo:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36517555

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