Uso da VNI na dispneia aguda pré-hospitalar

Médica ajustando ventilação mecânica não invasiva para paciente

Olá, laringoscopista. 

A dispneia aguda é uma condição que apresenta uma alta incidência e requer tratamento imediato, sobretudo no atendimento extra-hospitalar.

Há a necessidade do manejo imediato das vias aéreas do paciente para evitar que ele entre em hipóxia e, com isso, tenha uma Parada Cardiorrespiratória.

Atualmente não há uma concordância sobre método mais efetivo para o tratamento do paciente com dispneia no ambiente pré-hospitalar.

Nesse sentido, um estudo — Out-of-hospital, non-invasive, positive-pressure ventilation for acute dyspnea — publicado no JACEP Open em novembro de 2021, avaliou o resultado do tratamento pré-hospitalar da dispneia aguda com a ventilação não invasiva com pressão positiva.

O objetivo do estudo foi avaliar o resultado do tratamento extra-hospitalar da dispneia aguda com a ventilação não invasiva com pressão positiva (VNI), sendo as alterações na frequência respiratória (FR) o desfecho primário.

Como o estudo foi realizado

– Esse foi um estudo de análise retrospectiva realizado nos Estados Unidos;

– A dispneia aguda foi definida como uma frequência respiratória ≥ 30ipm;

– 33.585 pacientes cumpriram todos os critérios de inclusão;

– Do total, 8.750 pacientes foram submetidos a VNI e 24.835 receberam outros métodos ventilatórios;

– Houve uma subdivisão no grupo VNI: 8.696 pacientes receberam CPAP e 54 receberam BIPAP.

Resultados

– Os pacientes que não foram submetidos à VNI tiveram uma maior redução da frequência respiratória (FR); 

– A redução média da FR em 20 minutos foi maior para o grupo não VNI;

– A necessidade de intubação orotraqueal pré-hospitalar foi maior para o grupo VNI.

– A duração do tratamento foi semelhante entre os grupos;

– No grupo VNI, não houve alteração significativa entre os pacientes que receberam CPAP ou BIPAP.

Conclusão 

Apesar de a ventilação não invasiva com pressão positiva ser eficaz no manejo da dispneia aguda pré-hospitalar, não houve benefícios superiores aos outros métodos ventilatórios em determinados pacientes. Logo, o autor destaca a importância de mais estudos para confirmar as principais indicações da VNI no ambiente extra-hospitalar.

Para mais detalhes sobre o estudo, clique aqui.

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