Olá, laringoscopista.
Apesar de a intubação orotraqueal (IOT) ser essencial para o suporte de pacientes graves, é um procedimento que apresenta riscos e pode estar associado a eventos adversos.
Assim, avalia-se as estratégias mais eficazes de ventilação para a prevenção da necessidade da IOT em pacientes com risco de evoluir com insuficiência respiratória hipoxêmica.
Nesse sentido, um estudo — Early non-invasive ventilation and high-flow nasal oxygen therapy for preventing endotracheal intubation in hypoxemic blunt chest trauma patients: the OptiTHO randomized trial — publicado no Critical Care em abril de 2023, comparou a eficácia de duas estratégias ventilatórias para prevenir a necessidade de intubação em pacientes com trauma de tórax grave.
O objetivo do estudo foi comparar a taxa de intubação orotraqueal após a implementação de duas estratégias ventilatórias diferentes em pacientes vítimas de trauma torácico contuso grave.
Como o estudo foi realizado
– Esse foi um estudo randomizado, aberto e multicêntrico;
– O total de 141 pacientes foram incluídos no estudo;
– Dois grupos foram formados: grupo intervenção (71 pacientes) e grupo controle (70 pacientes);
– O grupo intervenção foi submetido à ventilação preventiva com cateter nasal e alto fluxo (CNAF) e ventilação não invasiva (VNI);
– Já o grupo controle foi submetido à oxigenoterapia convencional e VNI tardia;
– A necessidade de intubação foi definida por: parada cardíaca; instabilidade hemodinâmica grave; piora do estado neurológico; insuficiência respiratória aguda.
Resultados
– No geral, 11 pacientes necessitaram de Intubação Orotraqueal por insuficiência respiratória;
– A análise estatística não demonstrou superioridade da estratégia preventiva para a prevenção da necessidade de IOT;
– Os pacientes do grupo intervenção apresentaram mais agitação, maior necessidade de sedativos e remoção da VNI;
– A incidência de complicações — infecção pulmonar, hemotórax tardio ou SDRA tardia — não foi significativamente menor no grupo intervenção.
Conclusão
O estudo evidenciou que a ventilação com CNAF e VNI precoce não foram eficazes para prevenir a necessidade de intubação orotraqueal ou complicações respiratórias quando comparado com a oxigenoterapia precoce. Porém, o autor aponta a necessidade de mais estudos para confirmar os achados.
Para mais detalhes sobre o estudo, clique no link abaixo:
https://ccforum.biomedcentral.com/articles/10.1186/s13054-023-04429-2